Luciano Hang cobra isonomia tributária após debate sobre fim da “taxa das blusinhas”

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O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, voltou a defender a igualdade tributária entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras após o anúncio do possível fim da chamada “taxa das blusinhas”, que incide sobre compras internacionais de até 50 dólares.

Segundo Hang, a redução de impostos pode ser positiva, desde que seja aplicada de forma equilibrada entre os produtos importados e os fabricados no Brasil.

“Sou favorável à redução de impostos, mas que isso aconteça de forma igual para todos. Se vão tirar o imposto da entrada de produtos estrangeiros de até 50 dólares no Brasil, então que tirem igualmente dos produtos brasileiros. Não dá para aliviar para quem vem de fora e continuar sufocando quem produz, emprega e paga impostos no país”, afirmou.

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O empresário argumenta que o varejo e a indústria nacional enfrentam dificuldades diante da concorrência com empresas estrangeiras, principalmente por conta da carga tributária e das exigências regulatórias impostas às companhias brasileiras.

Hang também criticou a fiscalização sobre mercadorias importadas e questionou a atuação de órgãos reguladores na entrada de produtos internacionais no país.

“Entram no Brasil mais de um milhão de pacotes internacionais todos os dias sem o mesmo controle exigido das empresas nacionais. Onde estão o Inmetro e a Anvisa nessa fiscalização? Existe um rigor enorme contra quem produz no Brasil, enquanto produtos estrangeiros entram sem nenhuma fiscalização”, declarou.

Na avaliação do empresário, a falta de controle sobre parte dos produtos importados pode trazer impactos econômicos e riscos à saúde pública.

“Produtos que entram sem controle podem trazer riscos à população. Precisamos defender a indústria nacional, o varejo brasileiro e, principalmente, os empregos”, disse.

Durante a manifestação, Hang também comentou a repercussão envolvendo a Ypê e afirmou que o episódio evidencia, segundo ele, um tratamento desigual direcionado às empresas brasileiras.

“O que aconteceu com a Ypê é um exemplo claro do que muitas empresas brasileiras enfrentam. Enquanto empresas nacionais são expostas e atacadas publicamente, produtos estrangeiros entram no país sem praticamente nenhuma cobrança ou controle”, afirmou.

O empresário ressaltou ainda que não incentiva o consumo de produtos suspensos por órgãos reguladores, mas considera que situações semelhantes acabam sendo utilizadas para ataques políticos contra empresas nacionais e figuras públicas.

“Por isso me manifesto em defesa das empresas brasileiras, da indústria nacional e da igualdade tributária”, declarou.

Ao final, Hang afirmou que o debate sobre tributação e concorrência precisa ocorrer de forma técnica e sem politização.

“Infelizmente, vemos mais uma tentativa de politização e perseguição contra empresários e pessoas públicas que apenas se manifestam em defesa de uma empresa nacional”, concluiu.

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