Médico é indiciado pela morte de 8 pacientes do Hospital Marieta Konder Bornhausen

A Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí indiciou o médico Gustavo Deboni pela morte de oito pacientes do Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. Deboni é acusado de abreviar a vida dos pacientes.

O delegado Sérgio de Souza, responsável pelo caso, disse que o médico já teve a prisão preventiva solicitada e poderá responder por homicídio qualificado das vítimas. As investigações tiverem embasamento em laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP), do Conselho Regional de Medicina (CRM) e em resultados de perícias dos materiais recolhidos na casa do médico e no Marieta. A denúncia já está no Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com o promotor Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itajaí.

Relembre o caso

Deboni é acusado de cometer homicídio contra, pelo menos, oito pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Marieta. O caso veio à público em agosto de 2020, depois que o CRM de Santa Catarina proibiu o médico de exercer a profissão, até então, por seis meses.

O MPSC estendeu o tempo de afastamento das funções médicas até o julgamento do processo ético-profissional – em trâmite no conselho. Caso descumpra a determinação, Deboni e o Município de Itajaí, terão que pagar multa de R$ 50 mil por dia.

O inquérito teve acesso a documentos e prontuários médicos que indicam que as mortes podem ter sido causadas pelo uso do medicamento “pancurônio”. É um medicamento paralisante que corta a respiração do paciente. A medicação tem como finalidade relaxar a musculatura da respiração de pessoas com dificuldades para oxigenar.

Com Deboni impedido pela Justiça de dar aulas, atuar na gestão de hospitais e exercer a medicina, a defesa do médico levou o caso ao conselho Federal de Medicina (CFM).  De acordo com a advogada Louise Mattar Assad, o conselho “reconheceu a ilegalidade e falta de veracidade das acusações e restituiu ao médico Gustavo o direito de exercer a medicina”.

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