Motorista é indiciado por morte de garota e atropelamento de pai cadeirante em SC

A Polícia Civil de Joinville, no Norte catarinense, entregou na quinta-feira (28) ao judiciário o inquérito sobre o atropelamento que resultou na morte de Jhenniffer Grosse Gerolla, de 14 anos, e ferimentos no pai dela de 55 anos, cadeirante. O motorista vai responder por homicídio culposo e lesão corporal culposa, informou o delegado Eduardo de Faveri.

O atropelamento ocorreu em 16 de fevereiro. A adolescente empurrava o pai cadeirante na Estrada Rio do Ferro, no bairro Aventureiro, quando os dois foram atingidos. O motorista prestou socorro e foi liberado. A menina chegou a ser internada, mas morreu no dia seguinte. O pai dela, Edson Luiz Gerolla, segue internado nesta sexta-feira (1º) no Hospital São José.



“Também foi representado pela suspensão do direito de dirigir”, disse o delegado. Na data dos fatos, o homem conduzia o carro com a carteira nacional de habilitação (CNH) vencida. O motorista não tinha antecedentes criminais e deve responder em liberdade.

Segundo a Polícia Civil, para a conclusão do procedimento foi feita perícia no local, mas não foi preciso reconstituição. De acordo com o delegado, as imagens de câmeras de segurança coletadas foram suficientes para esclarecer a dinâmica e autoria.

Imagens registraram momento em que carro atingiu cadeirante e filha — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Imagens registraram momento em que carro atingiu cadeirante e filha — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Dormiu ao volante

O condutor contou à polícia que tinha voltado de uma pescaria e que dormiu ao volante quando atingiu pai e filha.

“Ele disse que tinha ido pescar, momentos antes, depois teve uma sonolência rápida. Disse que tinha visto as vítimas, uns 40 metros antes, e visualizou tanto o cadeirante, Edson, quanto a Jhenniffer. Ele disse que tinha um curso de direção defensiva. E nesse momento ele diz que só lembra de ter apagado”, afirmou o delegado Eduardo de Faveri sobre o depoimento.

Ainda segundo o delegado, foram ouvidas testemunhas e colhidos depoimentos sobre o dia do crime. No carro, ainda estavam três filhos do motorista e a nora dele.

“Dois dos filhos trabalham na área da saúde e já auxiliaram no socorro. Bombeiros também estavam almoçando em um restaurante próximo e foram até o local”, disse o delegado.

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