ATUALIZAÇÃO: Novo mapa de risco em SC mostra agravamento da pandemia

Após equívoco, Saúde atualiza mapa de risco em SC

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) atualizou na tarde desta quinta-feira (12) o mapa de risco no dia anterior. Na nova atualização, a região do Meio-Oeste voltou para a cor laranja (risco potencial grave). No mapa anterior ela havia sido considerada em estado gravíssimo.

De acordo com a SES, o erro foi constado na manhã desta quinta. A Secretaria verificou um erro na atualização do sistema de leitos, o que provocou o equívoco. Houve ainda uma reunião com os prefeitos da região para explicar a correção.

As outras regiões seguem conforme o mapa divulgado na quarta (11). A região de Xanxerê, que estava em risco grave na matriz divulgada na última quarta (4), agora acompanha a Grande Florianópolis na área em vermelho do mapa (nível gravíssimo).

Duas regiões em nível gravíssimo

A Grande Florianópolis manteve a classificação pela segunda semana consecutiva. A região abrange 22 municípios e a classificação afeta aproximadamente 1 milhão e 200 mil pessoas, segundo informações do governo do Estado.

As regiões Carbonífera, Alto Uruguai Catarinense e Oeste passaram do nível alto para o grave (laranja) do mapa. Doze regiões se encontram nesta classificação da matriz.

O Extremo Oeste registrou uma redução do nível de risco. A região, que estava na área laranja no mapa até a semana anterior, agora está classificada com o risco alto (amarelo) e é a única nesta condição.

Quatro itens são levados em consideração na avaliação da matriz:

  • Evento sentinela: mede a mortalidade da Covid-19. Nas regiões em alerta, o índice aponta que a pandemia continua em expansão;
  • Transmissibilidade: variação no número de confirmação e casos ativos. Regiões em alerta apresentam alta no número de casos;
  • Monitoramento: casos investigados e inquérito de síndrome gripal na comunidade;
  • Capacidade de atenção: mede a ocupação dos leitos de UTI.

Veja os índices de cada região:

  • Evento sentinela:
    • Regiões em alerta: Grande Florianópolis, Laguna e Serra Catarinense
  • Transmissibilidade:
    • Regiões em alerta: Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Rio do Peixe, Médio Vale do Itajaí, Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Sul, Meio Oeste, Planalto Norte, Oeste, Xanxerê e Nordeste
  • Monitoramento:
    • Regiões em alerta: Foz do Rio Itajaí
  • Capacidade de Atenção: 
    • Regiões em alerta: Meio Oeste, Oeste, Xanxerê e Grande Florianópolis

Atividades seguem mapa de risco

  • Aulas presenciais

O Estado segue a situação apresentada pelo mapa de risco para flexibilizar ou restringir atividades em Santa Catarina. As aulas presenciais, por exemplo, só estão permitidas nas regiões em nível grave (laranja), nível alto (amarelo) e moderado (azul). Outro pré-requisito para o retorno será que a escola tenha concluído o seu próprio protocolo.

  • Templos religiosos

Com relação aos templos religiosos, as regiões de risco gravíssimo (vermelho) podem ter lotação máxima de 30% da capacidade, nas de risco grave (laranja) a lotação máxima pode chegar a 50%.

Nas regiões de risco alto (amarela) a lotação pode ser de até 70% e nas de risco moderado (cor azul) a lotação máxima será aquela que garanta o distanciamento social mínimo de 1,5 m.

  • Hospedagem

Segundo a portaria 743, nas regiões com avaliação de risco gravíssimo (cor vermelha), o limite será de 30% da capacidade do estabelecimento.

Para meios de hospedagem localizados em regiões avaliadas como risco grave (cor laranja), o limite a ser respeitado é de 60%. Nas regiões com risco alto (amarelo), está autorizada a ocupação de até 80% das vagas e onde há risco moderado (cor azul), 100% dos leitos podem ser utilizados.

  • Casas noturnas

A portaria 744 estabelece critérios para o funcionamento monitorado de casas noturnas, boates, pubs, casas de shows e afins nas regiões que estiverem no risco potencial moderado (representado na matriz de avaliação com a cor azul) e apenas com 50% do público permitido pelo Corpo de Bombeiros Militar.

As outras áreas de risco – gravíssimo (cor vermelha), grave (cor laranja) e alto (cor amarela) permanecem com funcionamento proibido.

  • Espaços culturais 

Em caso de região de risco potencial alto (cor amarela), o funcionamento dos espaços culturais fica condicionado em até 50% da capacidade de lotação.

Fica proibido o funcionamento de cinemas e teatros nas localidades com risco grave (laranja) ou gravíssimo (vermelha).

  • Eventos sociais 

No dia 18 de setembro foram publicadas portarias que estabelecem critérios para retorno gradual e monitorado de congressos, concursos públicos, museus, feiras e exposições.

Nas regiões que apresentam risco gravíssimo ou grave, continuam proibidas as realizações de qualquer um destes eventos.

As liberações ocorrem apenas diante do cenário de risco alto (cor amarela), quando as liberações respeitam uma limitação de 40% de capacidade. Nas regiões com o risco moderado (cor azul), a capacidade pode ser de até 60%.

Na portaria que estabelece regras para Museus de Santa Catarina, permite-se a visitação do público também no risco alto (cor amarela), desde que sejam visitas individuais e previamente agendadas.

  • Parques aquáticos

De acordo com a portaria que define critérios para o retorno gradual e monitorado de atividades aquáticas em parques e complexos de águas termais, a região que apresentar risco gravíssimo – cor vermelha – fica proibida de ter o funcionamento.

Nas regiões com nível grave (cor laranja), o número de visitantes deve ser de, no máximo, 40% da sua capacidade, segundo a portaria. Nas regiões de risco alto (cor amarela), o número de visitantes deve ser de, no máximo, 50% da sua capacidade.

Ao passo que as regiões que apresentarem risco moderado (cor azul), fica irrestrito o número de visitantes no parque aquático ou complexo de águas termais.

  • Competições esportivas 

As modalidades individuais sem contato direto podem ser realizadas em regiões de saúde que apresentem risco grave, alto ou moderado. Já nas individuais com contato direto e nas coletivas, somente podem ser realizadas em regiões de saúde que apresentem risco alto ou moderado.

  • Academias

As academias de ginástica, musculação, crossfit, danças, natação, hidroginástica podem abrir em todo o estado, independente do grau da classificação na matriz de risco. A capacidade, no entanto, depende da classificação de risco. 

Nas regiões de risco alto, a capacidade de ocupação é de 70%. Nas regiões com nível gravíssimo, o número de usuários deve ser 30% da capacidade.
Nas regiões com nível grave, 50% da capacidade. Os cuidados sanitários são os mesmos para todos. 

  • Prova de roupas em lojas

A prova de roupas é permitida no comércio para as regiões que apresentam risco potencial alto e moderado. 

Porém, é necessário uso de máscara, controle de acesso aos provadores para que não haja aglomerações e o distanciamento mínimo (1,5 m) precisa ser respeitado. Nos demais riscos, a prova de roupas segue proibida.

Comente Abaixo