O jeitinho brasileiro de cada dia. Os penduricalhos da prefeitura. Falta de médicos em Camboriú

Nesta segunda-feira, dia 24, me deparei com a atitude do governo do Estado em “esconder” documentos relativos a licitações e compras no portal SGPe.

A atitude teve como desculpa a lei de proteção de dados que está em vigência há quase um ano e teve 2 anos para ser implementada. Pior é eles dizerem que compras e licitações continuariam disponíveis, mas não estão.

Depois da fumaça que subiu com a licitação do Centro de Eventos, onde muitos “conhecidos” estão vinculados as empresas que compõe o consórcio, único a participar do certame, o tema repercutiu a nível estadual, pautando até discursos na ALESC.

Achei um pouco “estranho”, depois de um ano de vigência, em meio a uma pandemia, no meio de uma licitação importante como a do Centro de Eventos, o governo resolver “adequar” o sistema. Muita coisa estranha rolando no Estado. Principalmente pelo fato deste SGPe ter sido o canal que trouxe a baila todo o rolo envolvendo os respiradores e quase custaram o mandato do governador.

Aquele “jeitinho brasileiro” de fazer as coisas.

Imoral X Ilegal 

O poder público de Balneário Camboriú, seja no executivo ou no legislativo, está repleto de coisas que até podem não ser ilegais, mas são totalmente imorais.

Chegou ao meu conhecimento ontem que a esposa de um secretário estaria ganhando, além do seu salário como efetiva no poder público, alguns penduricalhos que ultrapassariam 8 mil reais por mês.

Fui atrás da informação e confirmei que a esposa do secretário de Administração Eduardo Krewinkel realmente possui alguns “extras” que, embora não sejam ilegais, se tornam imorais tendo em vista os “acúmulos” ocorrem.

Cedida para a EMASA desde 2019 a esposa do secretário, Sulamita Krewinkel, fazia parte até ontem, dia 24, do “Comitê de Investimentos do BC Previ”, com uma “remuneração extra” de 7 UFMs, totalizando R$ 2.317,49.

Sulamita também faz parte do “Comitê Municipal de Compliance e Boas Práticas Administrativas”, com um “plus” de 5 UFMs, totalizando R$ 1.655,35.

A primeira-dama da Sec. de Administração saiu do comitê do BC Previ em um decreto publicado ontem (24), mas dia 17 de maio ela também foi nomeada para fazer parte da Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI, com uma remuneração de 1,53 UFM (R$ 506,53) por reunião. Levando em consideração que a JARI tem 12 reuniões por mês, a “quirera” no fim do mês será de R$ 6.078,48.

As medidas não são ilegais. Pode assumir comissões, comitês e afins, e serem remunerados por isso, sem problema algum. Mas o que deixa indignado é o acúmulo e, principalmente, ser esposa de secretário. Masss… no jeitinho brasileiro pode tudo.

Falta de médicos em Camboriú

Recebi a informação de que o Posto de Saúde do Tabuleiro está há 2 semanas sem médico. A fonte ainda informa que a baixa remuneração seria a causa desta falta de profissionais.

Um novo chamamento de médicos foi realizada, mas ainda de acordo com a informação recebida, não teria aparecido ninguém.

A situação estaria muito precária no Posto de Saúde do Tabuleiro que nem vacinas teriam disponíveis para a população, apenas a para H1N1 que está em plena campanha de imunização.

No bairro que o prefeito mora. Prefeito este que é médico, e não deu uma passadinha lá para ver como anda as coisas? Por favor hein Doutor Élcio.


O jeitinho brasileiro de cada dia. Os penduricalhos da prefeitura. Falta de médicos em Camboriú
Poucas e Boas – Por Gian Del Sent