O que Balneário Camboriú precisa aprender com Blumenau

A páscoa passou e a comunidade em Balneário Camboriú ficou frustrada com mais uma data comemorativa feita de “qualquer jeito” na cidade. A decoração, que já foi instalada velha, foi mais uma trapalhada da secretaria de turismo.

Este tipo de evento deve ser priorizado para a população local, isso é fato. Depois disso, trabalha-se para atrair visitantes da região. É diferente de uma temporada de verão ou réveillon, onde apresenta-se coisas novas para quem vem. Natal ou Páscoa é para atrair pessoas.

Blumenau deu um banho! E Balneário Camboriú precisa aprender muito sobre isso. Vou explicar.

TRADIÇÃO

Pomerode tem tradição em fazer decoração de Páscoa para atrair população e visitantes. O evento faz parte da Osterfest que já existe há 14 anos. Para quem não quer participar da festa, o turismo é meramente de contemplação, que se junta com os outros atrativos da cidade. Inclusive pessoas que moram e visitam Balneário Camboriú esta época, vão a Pomerode.

Já Blumenau, para não ser mais do mesmo, criou uma vila pascal com tudo que se pode imaginar e batizou de Osterdorf, que acontece há anos. A Vila Germânica não se limitou a ser um local de visitação e tem sido durante todos estes dias um verdadeiro centro de convivência, onde se pode comprar chocolate, brincar com as crianças, andar de trenzinho ou até mesmo tomar um chopp. A iniciativa está lotando o local todos os dias e é um sucesso.

Balneário Camboriú por sua vez achou que decorar pontos turísticos iria realmente trazer o turismo de contemplação. Quem foi aos locais não encontrou nada de especial e a única coisa diferente, o carrossel na Praça Higino Pio, era pago.

DIVULGAÇÃO 

Blumenau apostou em uma campanha regionalizada, divulgando a Osterdorf em várias cidades inclusive do litoral. Campanha de publicidade direta e certeira, falando de tudo que o evento apresenta, tendo como resultado a visita de milhares de pessoas todas as semanas.

Já Balneário Camboriú mal e mal divulgou via release alguma coisa em meio a uma agenda com outras programações. As peças específicas da decoração de pascoa se limitou às redes sociais da prefeitura. Não foi nada massivo e nem diário, ao menos para tentar justificar os R$ 420 mil gastos na decoração. Ficou a míngua.

Quando questionados em um grupo de imprensa, que tem como objetivo divulgar as ações da prefeitura, com muita arrogância e prepotência a assessoria se limitou a dizer que os veículos de comunicação deveriam olhar as redes da prefeitura para se informar. Detalhe, temos veículos na cidade que só no Facebook tem mais seguidores que todas as redes da prefeitura juntas.

GESTÃO 

A gestão feita com várias cabeças, especialistas no assunto, fazem os eventos como Oktoberfest um sucesso por décadas. Não existe uma cabeça centralizadora assessorada por meia dúzia de assessores meia pataca que não entendem nada além de puxar o saco e receber o salário de seus cargos comissionados.

Geninho assumiu o turismo de BC em 2020 e até agora não mostrou para o que veio. Tem dificuldade em ações simples. Em sua empresa, sempre foi destaque e tem um dos maiores eventos de turismo do Brasil, exemplo em organização, que é a BNT Mercosul. Mas um BOM gestor é colocado a prova quando tem que desenvolver um bom trabalho fora do seu habitat natural e acredito que nisso Geninho não tem dado conta. A “coisa pública” é complicada mesmo.

CAPITAL DO TURISMO?

Só temos turismo graças a iniciativa privada e ao terceiro setor, pois se dependesse da secretaria de turismo a cidade estaria no limbo. Balneário Camboriú está prestes a perder esse título. Não que alguém vá tirar, mas na prática está longe de ser.

O temático com nomes fofos não funciona. Acredito que não tenham se ligado nisso. Balneário Camboriú é um show por natureza, tudo tem que ser midiático, bem estruturado, que tem ser lindo e no padrão da cidade. Balneário Camboriú está em um patamar que não é qualquer pisca pisca que surpreende quem aqui mora ou visita. Qualquer coisinha mais ou menos é engolida pelo skyline da cidade. Mas isso, os “especialistas” deveriam saber né?

Quer saber como é a pascoa por lá? Da uma olhada na reportagem abaixo.


Poucas e Boas – Por Gian Del Sent 

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