Operação Trato Feito do GAECO completa 6 anos sem muitos avanços

O maior escândalo de corrupção da História de Balneário de Camboriú completa 6 anos nesta terça-feira, dia 15 de setembro.

A Operação Trato Feito desencadeada pelo GAECO no dia 15 de setembro de 2014, não tem muitas novidades nos últimos meses. Os réus, que tem entre eles o ex-prefeito e atual pré candidato a prefeito Edson Renato Dias, o Piriquito, continuam sem nenhum tipo de veredito.

A “sorte” dos réus está justamente na pandemia que travou os trabalhos do judiciário desde março de 2020. O processo que rola desde 2015, quando foi feita a denúncia pelo Ministério Público, apontou o nome de 46 pessoas pela prática de diversos crimes apurados durante a operação, dentre os quais corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa, prevaricação, fraudes e direcionamento em licitações.

Dos fatos apurados, destaca-se o pagamento de propina de de 5% para agentes públicos para cada medição na execução das obras da Passarela da Barra. Também foi apurado o pagamento de propina de R$74 mil para um agente público liberar e facilitar os pagamentos do Município para uma empresa envolvida.

Edson Piriquito e Niênio Gontijo, também réu no processo e envolvido em atos de corrupção tanto na Passarela da Barra quanto no projeto do Elevado, mas que faleceu em 2017.

No caso do projeto inicial do Elevado da Quarta Avenida, na qual Edson Piriquito é acusado de estar diretamente envolvido nas falcatruas, foi identificado a solicitação e a promessa do pagamento de 5% de propina na execução de obras do viaduto.

Piriquito teria participado de reuniões com a empresa Sotepa, ganhadora da licitação para a elaboração do projeto, meses antes do processo licitatório ter sido lançado. O nome do ex-prefeito aparece na agenda de um dos representantes da empresa, onde haviam anotações sobre as datas das reuniões e, inclusive, sobre a porcentagem a ser paga a Niênio Gontijo, presidente da Compur na época.

Em 13 de setembro de 2018, as vésperas da operação completar 4 anos, a justiça aceitou a denúncia contra Edson Piriquito e outros cinco acusados por crimes contra a administração pública. Na ocasião, Piriquito acusou de estarem “requentando assunto”, quando na verdade foi um andamento do processo na qual o tornou réu por corrupção.

Edson Piriquito nunca se manifestou oficialmente ou sequer deu explicações sobre o assunto.

O mesmo deve acontecer agora, completando 6 anos da operação do Gaeco, em que a população ainda espera por respostas e punições.

O fato é que enquanto a situação não tiver respostas, o assunto sempre surgirá, todos os anos, no dia 15 de setembro. Seja ele um ano de eleição, ou não.

Andamento

Nos últimos anos o processo andou devagar devido a prazos de intimações e arrasto nas decisões. Os últimos movimentos do processo, que o encaminhariam para uma nova fase, foram interrompidas devido a pandemia do novo coronavírus e a suspensão de audiências presenciais.

A oitiva de réus e testemunhas estavam ocorrendo desde de 2019 e foram suspensas em 2020, devido a pandemia do novo coronavírus.

Após 6 anos, a população de Balneário Camboriú continua esperando a resposta da justiça, o andamento do processo e a punição dos culpados.

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