Paulo Gustavo tem estado de saúde crítico, diz novo boletim médico

O humorista Paulo Gustavo, de 42 anos, apresenta quadro de saúde crítico da Covid-19, segundo novo boletim divulgado neste domingo (11). As informações foram repassadas ao ND+ pelo assessor de imprensa do ator.

Internado desde 13 de março no Rio de Janeiro (RJ), Paulo Gustavo luta pela vida após ser contaminado pela Covid-19. Ele segue intubado em terapia intensiva e apresenta “sinais de gravidade”, conforme o boletim.

As diversas complicações pulmonares já demandaram procedimentos invasivos como broncoscopias, pleuroscopias e colocação de dispositivos intrapulmonares.

Hemorragia

Neste domingo, a equipe médica esclareceu que “às fístulas bronco-pleurais identificadas e tratadas somaram-se a complicações hemorrágicas, mas que vêm respondendo, de certa forma satisfatória, à reposição dos fatores da coagulação deficitários”.

A fístula broncopleural é a conexão anormal entre os brônquios e a pleura – membrana dupla que reveste os pulmões. De modo geral, uma fístula é a conexão entre duas estruturas do corpo que, em condições normais, não estariam conectadas.

No caso do ator, essa condição nos pulmões faz com que o ar escape por algum lugar do órgão. Há diversas causas para que isso ocorra em um paciente que está sob ventilação mecânica.

Conforme os médicos, a situação clínica de Paulo Gustavo é “crítica” e todos os profissionais têm se empenhado incessantemente pela sua recuperação.

“Todos os equipamentos necessários para o suporte da vida, como a ventilação mecânica e a ECMO continuam sendo necessários”, complementa o boletim.

A família do ator agradece todo o carinho e orações, segundo a assessoria do humorista. “E pede que continuem a enviar boas energias para a recuperação de todos os que se encontram na luta contra o vírus”, finaliza.

Tratamento de Paulo Gustavo é caro e tem até 80% de eficácia

Paulo Gustavo iniciou no dia 2 de abril o tratamento por ECMO, sigla em inglês para “oxigenação por membrana extracorporal”.  Os custos são elevados e passam dos R$ 30 mil por dia.

A ECMO é uma técnica que utiliza dispositivos mecânicos para fornecer suporte respiratório e/ou cardíaco ao paciente. Através de um cateter chamado cânula, o sangue é drenado para o sistema, onde é impulsionado por meio de uma bomba para uma membrana, local em que acontecem as trocas gasosas e onde o sangue é aquecido, retornando ao paciente.

ECMO funciona como um pulmão artificial – Foto: CRBM/Divulgação/ND
ECMO funciona como um pulmão artificial – Foto: CRBM/Divulgação/ND

O procedimento de alta complexidade é realizado em casos graves nos quais o paciente sofre comprometimento severo pulmonar ou circulatório, que poderiam levar à morte, aumentando as chances de sobrevida.

O respirador, por exemplo, não substitui a função do pulmão do paciente, apenas fornece um fluxo de ar para o interior deles. Já a ECMO funciona como um pulmão adicional para pacientes com Covid-19 cuja função pulmonar foi muito reduzida, e possibilita que o paciente tenha tempo e condição clínica para se recuperar.

Em entrevista na semana passada ao ND+, o médico intensivista Roque Angerami, do Hospital Santa Catarina (Blumenau), e membro da diretoria da Socati (Sociedade Catarinense de Terapia Intensiva), explicou que a ECMO, assim como outros procedimentos médicos, apresenta riscos aos pacientes, como sangramentos, embolia e infecções.

*Com informações da repórter Bruna Stroisch