Porque os números aumentaram tanto nos últimos dias em Balneário Camboriú?

Entre os dias 10 de 18 de maio, a população de Balneário Camboriú viu crescer de 149 para 216 o número de casos totais positivos de coronavírus na cidade.

Embora existam muitas teorias sobre o assunto e inclusive quem culpe a reabertura do comércio e dos restaurantes, a explicação é simples: Balneário Camboriú passou a testar mais.

Com a mudança no protocolo no início de maio, onde a cidade passou a testar pacientes com sintomas e não somente casos suspeitos que foram internados, o número cresceu. Em resumo, a cidade passou a “descobrir” novos contaminados com a ampliação no número de testes. Casos estes que, até então, ficavam apenas em isolamento domiciliar.

Diferente de Camboriú, por exemplo, que só testa pessoas com sintomas mais graves ou internados. Do dia 11 ao dia 18, a cidade vizinha teve um aumento de apenas 20 casos nos números totais. Camboriú tem 90 pessoas com sintomas leves, que não foram testadas e estão em monitoramento no município.

Aumento nos casos

Segundo a secretaria de Saúde de Balneário, depois que o município passou a testar pacientes com sintomas leves e os profissionais que estão na linha de frente do coronavírus, houve o aumento dos casos. Dos 858 testes feitos até agora para moradores e profissionais de saúde da cidade, 637 foram descartados pra doença, 216 deram positivo e 5 pessoas aguardam resultado. No total estão incluídos os testes do Lacen e do Genolab, credenciado do Lacen pra diagnóstico de covid-19.

Os testes foram ampliados com a abertura do Laboratório de Testagem Municipal, na quarta-feira passada, junto ao hospital Ruth Cardoso. O último balanço mostra que 184 pacientes fizeram coletas. O laboratório testa profissionais da saúde, segurança e assistência social, além de pacientes com sintomas encaminhados pela rede de Atenção Básica e vigilância Epidemiológica. O resultado do exame sai em 24 horas, mas pode se estender caso seja preciso repetir a análise.

Como a população deve proceder?

A orientação da secretaria de Saúde é que os pacientes com sintomas leves procurem os postos de saúde, onde é feita a avaliação e a orientação. Falta de paladar e perda do olfato são sintomas leves presentes na maioria dos casos em Balneário. O paciente com 1 (um) sintoma suspeito passa a ser monitorado por sete dias. Se após o período os sinais persistirem ou se agravarem é feita a coleta pra exame.

Conduta em Relação à Testagem e ao Isolamento de sintomáticos e seus contatos

O exame da coleta para detecção do vírus por meio de biologia molecular (RT-PCR) tem sensibilidade adequada quando indicado para pacientes entre o 1º e o 7º dia do início dos sintomas. Por este motivo, o exame não é indicado rotineiramente para pessoas assintomáticas.

O primeiro passo para o planejamento da conduta de testagens e isolamento é saber como foi o contato com a pessoa infectada, que pode ocorrer de forma direta ou indireta. Na classificação direta consideram-se os familiares da pessoa infectada, ou seja, aquelas que moram no mesmo local do paciente positivo. Neste caso, os familiares devem permanecer 14 dias afastados de suas atividades diárias e realizar o exame do PCR.

Para a forma indireta, consideram-se as pessoas que tiveram contato por alguns minutos com o paciente positivado, levando em consideração que este contato foi sem máscara ou que mesmo com proteção houve algum descuido no manuseio das mãos ou com o próprio EPI. A orientação é que estas pessoas, permaneçam em casa por sete dias avaliando se ocorre o desenvolvimento de algum sintoma. Se durante este período isto não ocorrer, a pessoa é liberada no oitavo dia para o trabalho e após sete dias realiza o teste rápido, com o objetivo de verificar se teve contato com o vírus ou não.

Se caso o indivíduo permaneceu por sete dias em isolamento e desenvolveu mais de um sintoma, ele é encaminhado para realizar o exame de PCR e se mantém em casa por 14 dias de afastamento e só retorna as atividades com a comprovação do fim dos sintomas.

 

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