Poucas e Boas: Prefeitos param negociações da Sputnik e FECAM some do mapa

Com a reprovação da ANVISA para a importação e aplicação da vacina russa Sputnik V, o consórcio de prefeitos, que pretendia comprar o imunizante, decidiu paralisar as negociações das doses que seriam distribuídas aos municípios brasileiros. A decisão dos técnicos da agência foi publicada nesta segunda-feira, dia 26.

O anúncio foi feito pelo prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que preside o consórcio.

A decisão é prudente, embora tenha gerado frustração entre os prefeitos. “Nós estamos reforçando com o Fundo Soberano Russo a necessidade da celeridade nessas respostas. E, por enquanto, não avançamos nas negociações para a compra dessas vacinas, que já tínhamos aliado”, disse Gean Loureiro ao site NDmais.

E A FECAM?

No caso da FECAM, a situação ainda é mais complicada, pois a empresa que estariam negociando sequer era autorizada a comercializar a vacina. Além disso, ainda há uma recomendação do TCE sobre a compra, após fortes indícios de “coisa errada” pairavam sobre a negociação.

O mais interessante é que a FECAM, depois do dia 26 de março, não tocou mais no assunto. A última manifestação do presidente da entidade, Clenilton Pereira, também foi no dia 26 de março, data em que falaram a uma reportagem que o contrato seria assinado em 10 dias. Fato que também não aconteceu.

Não se vê matérias no site e as publicações no Facebook não falam de vacinas.

Aliás, em todo mês de abril, o Facebook da instituição teve apenas 3 postagens. Bem diferente do que foi nos meses anteriores, com as frequentes aparições do presidente e informações frequentes.

Cadê o presidente? Cadê o consultor em saúde e médico que não vai trabalhar, Jailson Lima? Por onde anda aquela galera que iria salvar Santa Catarina do COVID?

O assessor jurídico da entidade, aquele que também é contratado terceirizado, confirmou que a entidade continua na negociação, com a empresa do “La garantia soy yo”. A fala do gringo responsável pela TMT Globalpharm, me fez lembrar as compras no Paraguay.

Segundo o jurídico, a proibição da ANVISA só será discutida após a assinatura do contrato.

Mas calma lá. A ANVISA reprovou a importação do imunizante porque o fabricante da Sputnik V não apresentou a análise de segurança da vacina por faixa etária, por comorbidades e para soropositivos. Além disso, a empresa também não teria demonstrado que controla de forma eficiente o processo para evitar outros vírus contaminantes durante a produção do imunizante.

Então quer dizer que a FECAM primeiro vai assinar o contrato milionário com uma vacina que não tem a eficácia comprovada por terras tupiniquins, para depois discutir o porque ela não foi aprovada?

Esse povo me mata rindo.


Poucas e Boas: Prefeitos param negociações da Sputnik e FECAM some do mapa
Por Gian Del Sent