Poucas e Boas XIII – Coluna Ácido Úrico

O “Professor de Ética” de Moisés

“A saga de Douglas Borba no Executivo catarinense começou no mesmo ano da vitória acachapante de Carlos Moisés nas urnas. O anúncio para o cargo de secretário da Casa Civil foi feito no dia 7 de dezembro de 2018, uma sexta-feira. Naquele mesmo dia, já havia um prenúncio do peso da caneta que Moisés daria a Borba.

Nos bastidores, Borba era chamado de “super-secretário”. No texto oficial que acompanhou a divulgação da notícia na época, o vereador ganhou um verniz de técnico, para justificar a indicação diante do discurso de Moisés que seu secretariado não contemplaria políticos. Foi apresentado como advogado e professor universitário nas áreas de Direito Administrativo e Ética Profissional.” (Texto extraído da matéria do ND Online)

Preso

Douglas Borba foi preso na segunda fase da Operação Oxigênio da DEIC. O fato não me causa estranheza, pois eu já cantava esta bola antes mesmo da bomba dos respiradores explodir. O “chefe do Moisés” mandava e desmandava no governo. Em conversas privadas com amigos meus, eu falei quem era o responsável por “não deixar” o governador Moisés se aproximar de Balneário Camboriú e nem mesmo responder aos pedidos de agenda do prefeito da cidade. E tem dedo de mais gente ai.

Silêncio

Douglas está longe de ser Jesus Cristo, mas os eventos da “Santa Ceia” que aconteceu no mês de fevereiro e teve sua ultima edição no início do mês de março, tornou evidente o número de Judas que existiam naquela mesa. Negaram uma, negaram duas e tem negado várias vezes ao nome do “superstar” que sentava a ponta da mesa. Antes era construção, e agora, é o que?

Silêncio II

Tem um cidadão que garganteava nos grupos de Whats que conhecia o governador, que tinha até mesmo o telefone pessoal dele. O Zé ainda rasgava elogios ao comandante após ser recebido para uma reunião. O mesmo silenciou diante de todos estes escândalos, nem um pio. Nem mesmo o pitaco e a opinião que é acostumado a dar em tudo, a todo momento, rolou com relação a tudo que aconteceu nos últimos dias. Sepulcral.

Hospital de Campanha

Eu não vejo a hora de vir a tona o resultado das investigações sobre o famigerado Hospital de Campanha de Itajaí que, após pressão da mídia, teve seu contrato cancelado vindo a luz as diversas irregularidades no processo de dispensa de licitação. Teve um jornalista que cantou uma bola sobre o envolvimento de um “guri” pertencente a uma conhecida família no meio político da nossa região. Curioso pra saber quem é. DEIC afirmou em coletiva que já existe uma investigação bem avançada sobre o assunto. Aguardando.

Articulação

Quem assumiu hoje a secretaria de articulação da Maravilha do Atlântico foi Orlando Angioletti. O Portal Visse publicou a matéria em primeira mão na noite de ontem(8), embora já sabia da informação desde sexta-feira(05). Após a publicação da matéria, disparei na minha lista de transmissão. O tanto de gente respondendo e opinando sobre a nomeação, quase travou meu celular. O conteúdo das mensagens, deixo a cargo da imaginação dos nobres leitores.

Articulação II

Novas mudanças devem acontecer nos próximos dias. Segurança já tem um nome, que ainda desconheço, para assumir a pasta ainda essa semana. Sub-procuradoria teve mudança, com a entrada do advogado Felipe Bittencourt. Até 30 de junho muita coisa deve mudar nos altos da Dinamarca. Depois disso, só após a posse dos eleitos. Depois do dia 30 não pode candidato metido a youtuber/jornalista ficar dando migué na frente de câmera. Coisa boa.

Mudança 

Escaldados com as eleições de 2016 e, principalmente, de 2018, o pleito de 2020 fez mudar de novo o perfil do eleitor. Quem acreditou na mudança, elegendo novatos para cargos eletivos, ta amargando o arrependimento. Já quem escolheu políticos experientes e com bom histórico, está contente com os resultados. Pior são os macacos velhos, travestidos de novos, como foi o caso do Governo Moisés.

A equipe de Moisés foi composta por vários velhinhos do PSDB, MDB e PP estadual. Políticos sem nenhuma expressão e sem lá muitos feitos, de repente, tiveram em suas mãos o poder da caneta. O resultado a gente vê por ai. A sede foi grande.
E em tempos de internet, a memória do eleitor não anda tão curta assim.

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