Prefeito de Camboriú não vai em negociação, mas entra na justiça contra a greve

Depois de fazer apenas uma live divulgando que fará a readequação de cargos e salários do quadro geral e oferecendo um adicional de R$ 423,00 para o magistério, o executivo de Camboriú decidiu entrar na justiça para acabar com a greve dos servidores públicos.

O prefeito Élcio Kuhnen, não participou da mesa de negociações e mais uma vez foi representado pelo procurador jurídico da Prefeitura, Hélio Derene Filho. A greve já dura quatro dias, e conta com cerca de 450 funcionários do magistério mobilizados.

O executivo deve 8,84% do repasse do Fundeb aos profissionais da educação. Neste ano, os índices são ainda maiores: 10,06% valor do IPCA e 33,24% de repasse do governo Federal.

A ação judicial do executivo, pede o fim da greve e alega dificuldades fiscais para pagar o que é devido ao funcionalismo.

PROPOSTA DE ADICIONAL NÃO FOI DETALHADA NEM ENTREGUE OFICIALMENTE

De acordo com a comissão de negociação, o adicional para o magistério rejeitado pela categoria, não foi entregue por escrito, oficializado.

“Até agora não tivemos estudos que comprovem a incapacidade de pagamento. Nenhum detalhe sobre como incidirá esse valor, período e cargos. Tudo feito às pressas e sem embasamento para a discussão com a categoria”, explica Luciana Sobota, presidente do Sisemcam- Sindicato dos Servidores Municipais de Camboriú.

Segundo o advogado do Sisemcam, Éliton Debacker, “A defesa vai demonstrar a situação que o servidor da educação vive desde 2020, e apresentar os artigos da Lei Municipal que nos dão direito a receber os índices em atraso. O movimento continua, visto que não há qualquer decisão”, finaliza.

Texto: Assessoria de Imprensa Sinsecam

Publicidade