Prefeitos da AMFRI discutem ações regionais e descartam lockdown “por enquanto”

Na tarde desta quinta-feira (25), prefeitos e secretários de saúde da AMFRI reuniram-se virtualmente para debater a atual situação da região referente a pandemia da covid-19, bem como deliberações e ações de combate. A deputada Estadual Paulinha também esteve presente.

Mais cedo, o Portal Visse informou que um dos assuntos da reunião era a possibilidade ou não de ter um lockdown na região. A medida tinha o apoio de muitos e encontrava a resistência de outros. Embora o Portal Visse reafirme o que falou e confia em suas fontes, a nota enviada pela AMFRI diz que na conversa sequer foi “aventada a possibilidade de lockdown”.

Uma outra fonte afirmou ao Portal Visse que a possibilidade de um lockdown foi descartada e frisou: “por enquanto”.

Discussão

Na oportunidade, os gestores e técnicos relataram a preocupação com a ocupação de leitos de UTI para tratamento da Covid-19 na região, uma vez que o aumento dos casos ativos está ocorrendo em todo o Estado de Santa Catarina e, por isso, há preocupação quanto ao colapso da saúde pública.

Como encaminhamento, ficou acordado que a Comissão Intergestora Regional de Saúde (CIR) irá produzir documento com sugestões de medidas restritivas de maneira regional para posterior aprovação dos prefeitos. Na próxima semana os gestores devem se reunir novamente e analisar as medidas propostas pela Comissão em conjunto para diminuir o contágio da Covid-19 na região.

Na reunião foi intensificado ainda o pedido de ampliação dos leitos de UTI e retaguarda na região. A Deputada Paulinha levará a demanda ao Governador Carlos Moisés e se colocou à disposição em prol da região.

Nota da redação: Em resumo, a reunião foi mais do mesmo. Os gestores dos municípios sequer citaram a possibilidade de desembolsar o custeio de novos leitos sem precisar esperar pelo estado que já se demonstrou fraco. Dos 11 municípios, 9 não tem leitos de UTI e receberam mais de 43 milhões de reais do governo federal para combate ao COVID. Até agora, ninguém coçou o bolso para ajudar Balneário Camboriú e Itajaí.