Prefeitura de Balneário Camboriú vende terreno mais caro do Sul do Brasil

Terminou a pouco a concorrência 03/2021 da Prefeitura de Balneário Camboriú que pretendia vender 7 terrenos públicos, sobras de loteamentos, desapropriações e afins. Dos 7 lotes, apenas um foi arrematado, os demais deram desertos.

O único terreno vendido, a uma única interessada, foi um pequeno terreno encravado na região norte da cidade, as margens da Estrada da Rainha, sem serventia nenhuma, mas que, a princípio, havia sido avaliado em mais de 1,6 milhão de reais (R$ 7000,00 por m2).

O projeto que autorizava a venda do terreno foi protocolado na Câmara em julho de 2020, com a avaliação da COMUMVAL datada daquele mês e se arrastou até maio deste ano, quando foi aprovado.

Nas discussões neste ano, através de uma emenda, o valor foi atualizado pela COMUMVAL. Claro, com alargamento em execução e a valorização imobiliária voando, a atualização ficou na pequena bagatela de R$ 3.322.100,00, o equivalente a R$13.900,00 o metro quadrado, quase o dobro do avaliado anteriormente.

No fim das contas, a construtora Pasqualotto arrematou o terreno por R$ 3.328.000,00, a única que manifestou interesse. Este pode ser considerado o terreno mais caro de Santa Catarina, quem sabe do Sul do Brasil, quase o dobro do valor médio do m2 na cidade de Balneário Camboriú e um dos mais caros do Brasil.

Viva o poder público

E tudo isso só aconteceu graças aos competentíssimos vereadores de oposição que incomodaram uma barbaridade até que essa lei fosse aprovada. Teve até denúncia no MP, que acabou sendo arquivada. Um deles queria colocar o valor de R$ 40.000,00 o m2 (seria o mais caro da América Latina).

Segundo ele, o preço estava muito barato e tinha que cobrar mais, pois o terreno valeria essas cifras. O interessante é que o mesmo vereador não apareceu na licitação hoje para comprar o terreno “baratinho” e vender por 40 mil o m2. rs

Teve um outro vereador da base que, além de sentar em cima do projeto em 2020, ainda quis pedir explicações sobre as avaliações da COMUMVAL.

Afinal, qual o interesse desse povo em fazer isso e querer atravancar o desenvolvimento da cidade? Ainda querem que todos os projetos do Conselho da Cidade voltem a ser aprovados pela Câmara? Tem alguma coisa estranha por ai.

Modus Operandi 

Além de demorar um ano para aprovar UM projeto, ainda vem político querer meter a faca no empresário que gera empregos, gera renda, paga imposto e sustenta essa máquina obesa e lenta que é o poder público.

Essa é o modus operandi dos políticos em todo o nosso País.

Políticos estes que não produzem absolutamente nada. A única geração de emprego vem do loteamento de cargos em seus gabinetes e na prefeitura, que são pagos com os impostos dos palhaços contribuintes e, claro, dos empresários que eles insistem em querer prejudicar.


Prefeitura de Balneário Camboriú vende terreno caro do Sul do Brasil
Poucas e Boas – Por Gian Del Sent 

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