Prefeitura de BC – O preço da impunidade é o privilégio

Recebi a informação, que espero que seja mentira, que rolou uma reunião na manhã desta terça(28), na Secretaria de Inclusão Social, para anunciar a volta de um ex-coordenador acusado de assédio sexual por uma servidora e foi manchete na imprensa da região.

Não estou falando do ex-diretor geral, que foi escrachado e linchado em praça pública, e exonerado sem ter a oportunidade de se defender. Mas sim de um outro coordenador que teve até entrevista de envolvidos em veículos de comunicação e notinha de colunista defendendo o cara. E pelo que soube, o cara que era coordenador, volta como diretor geral da pasta.

Até tentei confirmar a informação da nomeação com uma pessoa do alto escalão do governo, mas fiquei sem resposta. Ver a pessoa online sem responder a pergunta, foi cômico. Quem cala consente né?

De fato, não houve crime de assédio no caso. O ex-coordenador pode ter sido burro em ir no papo da bonitona em uma relação extraconjugal, mas assediador não foi, afinal, ela correspondia a altura as investidas do rapaz. Já administrativamente a coisa pega. Nomear o cara novamente, em um cargo melhor que o anterior, mostra a falta de vergonha na cara dos administradores e a total impunidade ao ato, assim como outros casos, que envergonha a atual administração.

A justificativa dos gestores da prefeitura sobre a volta do rapaz é o fato da delegada não ter visto crime na denúncia e o caso provavelmente não ir adiante. Claro, a interpretação é de acordo com o envolvido, pois vamos aos fatos.

1 – Estive conversando com o ex-diretor geral e o mesmo me afirmou com todas as letras que os BOs feitos contra ele nunca foram representados, não houve denúncia à justiça e não virou processo. A cronologia do fato envolveu o “vazamento” dos BOs, a sua exoneração e o assunto morrer. Logo, pela interpretação dos gestores, o ex-diretor geral também deveria ser recontratado, correto?

2 – Teve um ex-secretário do governo que foi denunciado por “se passar” com uma servidora da pasta bem no início da atual gestão. Não teve BO. Ele foi exonerado? Não! Trocaram ele de secretaria e tudo ficou quieto. Tempos depois o cara voltou para o mesmo cargo. O privilegiado continuou no governo até 2021.

3 – Houve denuncias de assédio moral e sexual dentro do BC Trânsito. O caso foi enviado para a administração e nunca foi sequer investigado. Pra ferrar de vez, eu soube que o supervisor na época foi advertido por não ter “controlado” a denunciante e logo depois foi exonerado da função. E pior, um dos denunciados assumiu o cargo na supervisão.

4 – No caso do coordenador da Inclusão Social, ele cometeu diversos erros na esfera administrativa e sequer abriram um PAD para apurar a conduta do mesmo. Aliás, seguraram ao máximo a exoneração dele. Além de usar de cargo de comando para benefício próprio (relacionamento) e de seu “afair”, confirmado nos prints divulgados pela moça. Ele ainda passava horas batendo papos “quentes” em horário de serviço e demonstrou um claro porte ilegal de arma para sua subordinada.

Conversas com assuntos como pegar ali e chupar aqui aconteceram dentro da casa da família, onde as pessoas prezam pela moral e bons costumes. Teve até notinha de colunista defendendo o menino, as mesmas páginas que denunciaram o ex-diretor geral. Coincidência?

Sem contar o fato dele dizer em um áudio de que “quando for secretário, tudo vai melhorar par nós dois”.  Isso já seria o bastante para a secretária da pasta mandar o cara sumir, mas ao contrário disso, ficou fazendo votos para ele voltar o quanto antes.

Tem que ainda citar que a repercussão do caso trouxe a tona um evidente desvio de função, afinal, a moça é fiscal de posturas e trabalhava como atendente na Inclusão Social. Mas acho que ninguém se ligou disso.

Se mesmo com toda essa bagunça causada pelo arrastar de asas do menino, ele for realmente nomeado novamente em cargo superior ao que estava antes, vou chamar a Damaris para fazer uma sessão de descarrego na secretaria, pois a situação está fora do controle. E isso também não é novidade.


Prefeitura de BC – O preço da impunidade é o privilégio
Poucas e Boas – Por Gian Del Sent 

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