Previsão indica chuva abaixo da média no próximo trimestre para Santa Catarina

A escassez de chuvas durante o mês de março afetou o nível de mananciais em todo o Estado. No Litoral foram registradas anomalias negativas entre 150mm a 200mm. Isso significa que choveu até 200mm a menos do que costuma chover neste período.

A Lagoa do Peri, responsável pelo abastecimento do Sul e Leste da Ilha de Santa Catarina, está muito abaixo do volume habitual. De acordo com a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Esgotos), a situação da lagoa é monitorada de forma constante, para que o abastecimento não seja afetado.

Segundo a estatal, o nível do rio Pilões (Vargem do Braço), principal manancial do Sistema Integrado que abastece a Grande Florianópolis, já está com o nível prejudicado, e a captação está sendo complementada no Cubatão do Sul, que é um rio menor do sistema.

Casan pede uso consciente

A Casan ressalta que o fornecimento de água não está prejudicado, mas pede o uso consciente aos consumidores. A orientação é de que não sejam realizadas ações como a lavagem de casas, pátios, calçadas, entradas de prédios e carros.

O baixo volume de chuvas durante março foi provocado por uma massa de ar seco e quente que predominou, quase que diariamente, em todo o Estado.

Esta situação vem inibindo a formação de chuva e ocasionando umidade do ar muito baixa com temperatura elevada. Segundo a Epagri/Ciram, isso continuará nos próximos dias.

Sem chuvas nos próximos meses

De acordo com meteorologistas da Epagri/Ciram, a previsão para o trimestre (abril a junho) é de chuva abaixo da média climatológica. A chuva tende a ficar mais escassa nos meses de abril e maio, ocorrendo de forma mal distribuída, característica do trimestre anterior.

Durante o outono, a chuva diminui em relação aos meses de verão. No trimestre, os maiores volumes de chuva se concentram no Oeste e Meio Oeste do Estado.

As frentes frias chegam com mais frequência ao Sul do Brasil, sendo responsáveis pela maior parte da chuva em Santa Catarina, e a média mensal fica em torno de 100 a 130 mm do Meio Oeste ao Litoral e varia de 150 a 170 mm no Oeste e parte do Meio Oeste.

Temperatura acima da média

No trimestre, a temperatura estará acima da média climatológica no Estado. A partir de abril, chegam as primeiras massas de ar frio, com menos intensidade, mas propiciando a formação de geada e nevoeiros, sobretudo em localidades do Planalto Sul.

Em maio, a intensidade das massas de ar frio aumenta gradativamente, com temperaturas mais baixas que no mês anterior, estendendo a área de ocorrência de geada, que tendem a ficar mais amplas em junho, atingindo mais regiões do Estado.

Massas de ar quente, com dias consecutivos de temperatura elevada (acima de 30ºC), quentes e úmidos, devem ocorrer com mais frequência nesse especialmente no mês de maio.

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