Primeiro caso de varíola dos macacos é confirmado no Brasil

Crédito: Reprodução/CDC

Não demorou muito para o primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil ser confirmado no Brasil, enquanto a doença se espalha pela Europa e América do Norte.

O paciente é um homem de 41 anos que retornou de viagem da Espanha. Ele está em isolamento no Hospital Emílio Ribas, na Zona Oeste de São Paulo.

Além do homem, a Prefeitura também está monitorado uma mulher de 26 anos suspeita de contrair a doença.  Familiares e pessoas que residem próximo à mulher também estão sendo acompanhados.

Os estados de Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo têm um caso suspeito cada um, e há ainda dois casos em monitoramento em Rondônia.

A varíola dos macacos é causada por um membro da mesma família de vírus da varíola, embora seja muito menos grave e os especialistas dizem que as chances de infecção são baixas. Ocorre principalmente em partes remotas dos países da África Central e Ocidental, perto de florestas tropicais.  Sabe-se que existem duas cepas principais do vírus – a da África Ocidental e outra da África Central – e é a mais branda, a da África Ocidental, que agora circula pelo mundo.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores de cabeça, inchaços, dores nas costas, dores musculares. Uma vez que a febre passa, uma erupção pode se desenvolver, geralmente começando no rosto, depois se espalhando para outras partes do corpo, mais comumente nas palmas das mãos e nas solas dos pés.

A erupção, que pode ser muito pruriginosa ou dolorosa, muda e passa por diferentes estágios antes de finalmente formar uma crosta, que depois cai. As lesões podem causar cicatrizes. A infecção geralmente desaparece sozinha e dura entre 14 e 21 dias.

A varíola dos macacos pode ser transmitida quando alguém está em contato próximo com uma pessoa infectada. O vírus pode entrar no corpo através de feridas ou através dos olhos, nariz ou boca. Não foi descrito anteriormente como uma infecção sexualmente transmissível, mas pode ser transmitida por contato próximo.

A nova orientação está aconselhando qualquer pessoa com o vírus a se abster de sexo enquanto tiver sintomas. Embora atualmente não haja evidências disponíveis de que a varíola dos macacos possa ser transmitida em fluidos sexuais, as pessoas confirmadas como portadoras do vírus são aconselhadas a usar preservativos por oito semanas após a infecção como precaução.

Também pode ser transmitida pelo contato com animais infectados, como macacos, ratos e esquilos, ou por objetos contaminados por vírus, como roupas de cama e roupas em geral..

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