Profissionais de educação fazem paralisação em Camboriú

Como anunciado na segunda-feira (18), servidores municipais da Educação de Camboriú paralisaram as atividades nesta quarta-feira (20). A reivindicação é pelo pagamento dos reajustes salariais da classe que estão atrasados há dois anos e deveriam ser quitados em maio.

Os profissionais estão reunidos na Praça Flávio Vieira, a Praça das Figueiras, e devem permanecer no local durante todo o dia. O Sindicato dos Servidores Municipais de Camboriú (Sisemcam) quando anunciou a paralisação garantiu que o ato não comprometeria a prestação do serviço público. Ou seja, 30% dos servidores permanecerão no exercício das atividades.

De acordo com a Secretária de Educação, cerca de 70% dos alunos têm aula normalmente. Os professores que aderiram à paralisação avisaram os seus alunos. A escola Joaquim Magalhães, por exemplo, nenhum professor aderiu à manifestação.

Negociação

A Prefeitura de Camboriú alega que em 15 de junho houve uma negociação com o sindicato para o pagamento destes atrasos. Participaram da reunião, registrada em ata: o procurador geral do município, Helio Cardoso Derenne Filho; o prefeito Elcio Rogério Kuhnen; a presidente do Sisemcam, Luciana Sobota; e o secretário de Administração, Eduardo Pugatsch.

Com a conversa, ficou acordado que a prefeitura faria o pagamento dos atrasos em janeiro de 2022. Mas, de acordo com o sindicato, os servidores decidiram reivindicar e pedir que essa quitação seja feita ainda este ano. Na reunião também foi acordado que o executivo apresentaria uma proposta de aumento real para o quadro geral de servidores públicos do município, aqueles menos favorecidos, “uma vez que foi identificada uma defasagem salarial antiga em diversas categorias”, diz a prefeitura.

Linha Popular