Registros de abusos na Roda Gigante viram caso de polícia

Imagens e vídeos com abusos praticados por usuários, nas cabines da FG Big Wheel, viraram caso de polícia nesta semana em Balneário Camboriú.

Fotos e até mesmo vídeos de atos “libidinosos” registrados por casais de dentro do equipamento, foram compartilhados em grupos e conversas de Whatsapp com títulos debochando da situação.

O que muitos não esperavam é que a “zoeira” acabou virando caso de polícia. A reportagem do Portal Visse descobriu que não só Boletins de Ocorrência foram registrados, como a investigação para identificar os autores também está avançada. Os responsáveis poderão responder criminalmente por crime de ato obsceno.

Em contato com a administração do empreendimento, a reportagem foi informada que vários casos parecidos tem acontecido, sejam de abusos ou de desrespeito a normas do estabelecimento. Em todos os casos, os usuários são advertidos e, em algum deles, medidas mais rígidas tem que ser adotadas.

“Diante de qualquer ato suspeito que viole a moral, a integridade e as normas de segurança do equipamento e seus ocupantes, nossos operadores imediatamente interrompem a operação e fazem contato com os ocupantes. Desde o início das operações foram identificados 2 casos de abusos mais graves, onde os ocupantes foram identificados e encaminhados para a Policia.” esclareceu o empreendimento em nota.

CRIME 

O Delegado David Queiroz, que acompanha o caso, informou os responsáveis já foram identificados e os mesmos podem responder por crime de ato obsceno, previsto no Art. 233 do Código Penal.

“As pessoas já foram identificadas e o crime que está sendo incialmente imputado é o de ato obsceno. A gente tem em andamento dois casos distintos, porém análogos. Foi instaurado o inquérito policial onde as imagens das câmeras de segurança da roda gigante, que flagraram o ato, já foram requisitadas, e agora nós iremos começar a ouvir estas pessoas.” finalizou o delegado.

Todas as cabines são equipadas por câmeras individuais e interfone para a comunicação com a operação. O parque ainda finalizou que todo e qualquer ato neste sentido será coibido e tomada todas as medidas cabíveis.

No caso do crime de ato obsceno, a pena pode ser detenção de três meses a um ano, ou multa, a depender do caso.