Risco de contrair covid-19 em contato com superfícies é mínimo, diz órgão dos EUA

Imagem: ljubaphoto/iStock

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, divulgou nesta segunda-feira (05) que o risco de contrair o novo coronavírus de superfícies é “baixo”.

O resumo científico divulgado pela agência indica que a limpeza profunda de objetos, hábito comum no início da pandemia, quando pouco se sabia sobre a forma de transmissão, é um exagero. O CDC afirma que a limpeza intensa só é necessária em alguns casos, como em um ambiente interno onde um caso de covid-19 foi confirmado nas últimas 24 horas.

De acordo com estudos usados para o documento, tocar uma superfície contaminada tem menos de 1 em 10.000 chances de levar à infecção. A recomendação da agência é manter a limpeza normal com sabão ou detergente, que já reduz consideravelmente o risco de transmissão.

O SARS-CoV-2 se propaga pela exposição do vírus ao ar e por meio do contato direto com outras pessoas, por isso, o uso de máscaras e outras recomendações, como manter o distanciamento social e buscar sempre lugares ventilados, continuam sendo prioridade.

“Há pouco suporte científico para o uso rotineiro de desinfetantes em ambientes comunitários, sejam internos ou externos”, afirmou a agência. “Na maioria das situações, limpar as superfícies com sabão ou detergente, e não desinfetar, é suficiente para reduzir o risco.”

As novas diretrizes foram anunciadas pela Dra. Rochelle Walensky, diretora do CDC, após um pedido do jornal acadêmico Nature para uma atualização das orientações, que, desde maio do ano passado, afirmava que o vírus “não se espalhava facilmente” por superfícies.

Com o avanço da pandemia, novos estudos de especialistas deixaram evidente que o maior risco de contaminação é pelo contato direto ou exposição pelo ar. Além disso, protocolos de desinfecção em lugares públicos têm um custo elevado. A Nature relatou que a cidade de Nova York gastou quase meio milhão de dólares em sanitização e que 380 milhões ainda iriam ser gastos até 2023, e o jornal argumenta que tais recursos poderiam ser usados para enfatizar uso de máscaras e melhorar a ventilação.

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