SAMU pode parar em SC. Empresa alega que Estado não está pagando

Através de um ofício a OZZ Saúde, empresa que administra do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Santa Catarina, através de concessão, afirma que a partir do primeiro minuto desta quinta-feira (11) não estará mais em funcionamento o sistema de regulação no estado por conta da ausência de remuneração.

Como a empresa não recebeu do Estado, também não conseguiu cumprir com o compromisso financeiro da fornecedora do Software, que funcionado como um “cérebro” no atendimento do órgão. No ofício a Ozz também afirma que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) “sistematicamente ignora todas as manifestações” que envia, “quedando-se inerte em face de situações de máxima urgência, e colocando em risco a operação do SAMU.”

De acordo com a OZZ o software “é essencial, uma vez que sem este sistema não há como operar as centrais de regulação. É o sistema CR-SAMU que faz a integração informatizada das ligações telefônicas, despacho das unidades móveis, acompanhamento do atendimento, telemetria e georreferenciamento dos veículos, considerando um total de 35.000 atendimentos mensais que, de outra maneira, seriam realizados manualmente em fichas de registro. Isto poderia significar um aumento do tempo-reposta,
impactando diretamente na qualidade da assistência; além de impossibilitar a análise de dados fundamentais à gerência do serviço.”

Nesse início de mês, pelo menos três Centrais de Regulação (Chapecó, Lages e Joaçaba) tiveram o plano de internet cancelada por dificuldades financeiras da empresa, que também não vem fazendo o depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), pagamento de férias de do 13º Salário de funcionários em dia.

A falta de comunicação no governo do estado já beira à absurdos e pode custar vidas. Até mesmo o Mesorregional não vem recebendo indagações enviadas á SES, como por exemplo a justificativa de UTIs móveis, zero quilômetros estarem abandonadas ao relento em pátios de imóveis do governo, como aqui já noticiado em novembro do ano passado.

 

Foto e texto: Jefferson Santos / Mesorregional