Santa Catarina teve redução de mortes violentas em 2018

A Polícia Militar de Santa Catarina divulgou nesta sexta-feira um balanço com as principais ações da corporação ao longo de 2018. O destaque é a redução de mortes violentas neste ano: foram 224 a menos na comparação com 2017, 102 em relação a 2016 e queda de 38 sobre o número de 2015. Conforme a PM, esse foi o segundo melhor resultado da década nessa questão.

O número de grandes operações feitas ao longo de 2018 também aumentou para 49, enquanto no ano anterior foram 17. Entre elas estão a Adsumus, para combater a violência e o tráfico de drogas, a Ferrolho, que cercou as entradas de Santa Catarina, e a PM 4000, na qual todo o efetivo da PM foi deslocado para fazer ações de barreiras, testes de embriaguez nas estradas e fiscalização de estabelecimentos comerciais.

Outra operação destacada pela PM é a Mãos Dadas, na qual os policiais ocuparam de forma preventiva duas comunidades de Florianópolis: a Vila União (Norte da Ilha) e o Mocoró (região central). Além de combater a ação de facções criminosas e do tráfico de drogas, a ação tenta desenvolver iniciativas sociais nessas localidades. A operação começou em agosto e não tem data para encerrar.

Os policiais também contabilizaram 500 armas de fogo apreendidas a mais do que em 2017, o que representa aumento de 27%. Em compensação, os casos de furtos e roubos diminuíram em 2018: foram registrados, respectivamente, 10 mil e 5,3 mil casos a menos na comparação com o ano anterior. Ao todo, quase cem mil pessoas foram conduzidas às delegacias por transgressões diversas.

Nas estradas, a PM recuperou 4,7 mil veículos roubados ao longo do ano. Também houve 39 mortes e 700 feridos a menos nas estradas catarinenses em 2018 na comparação com o ano passado.

Mudanças para 2019

Com a reforma administrativa proposta pelo governador eleito Carlos Moisés, a Segurança Pública deixará de ter um secretário fixo em Santa Catarina. Será criado o Colegiado Superior, formado pelos chefes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto Geral de Perícias. Cada membro do grupo ocupará a liderança da pasta por um ano.

O primeiro do rodízio será justamente o comandante-geral da Polícia Militar. Com a confirmação da permanência do coronel Araújo Gomes no cargo, ele assumirá as funções da Segurança Pública ao longo do próximo ano.