Seis foram detidos por crimes eleitorais em Balneário Camboriú; em Camboriú houve três prisões

Em Balneário Camboriú, seis pessoas foram detidas por crime de boca de urna durante o dia de votação. A polícia Militar registrou 22 ocorrências relacionadas às eleições na cidade. Em um dos casos, três pessoas foram detidas no colégio João Goulart, na rua 1500, que também foi palco de briga entre fiscais de coligações adversárias. Outro flagrante que resultou em prisão foi no centro Educacional Antônio Lúcio, na rua Itália, bairro das Nações.

A polícia Militar lavrou termos circunstanciados contra as pessoas detidas nas duas ocorrências atendidas com prisão. Os envolvidos, cinco homens de 57, 48, 46, 45 e 43 anos de idade foram levados pro fórum de Balneário. No final do dia eles passariam por audiência na justiça eleitoral. A previsão era que eles fossem liberados mediante o pagamento de multa.

A mulher do empresário e candidato a vereador Cleber Torra Torra (PDT), Sil Torra, também foi uma das detidas por boca de urna no colégio João Goulart, em ocorrência atendida pela guarda Municipal. Ela estava com uma bandeira do candidato dentro da escola, o que é proibido por lei. Ela foi presa pelos agentes da guarda antes de chegar à seção em que iria votar.

Enquanto era conduzida, Sil postou um vídeo no Instagram chorando e pedindo ajuda. “Não é justo, a bandeira não está específica na lei, o tamanho. Eu peguei a que eu tinha”, contou. “O que me dói é que não vou poder votar”, completou, aos prantos.

Ainda no João Goulart, uma confusão marcou a manhã de votação. Os fiscais da coligação do prefeito Fabrício Oliveira (Podemos), o ex-secretário Fernando Marchiori; o diretor da Emasa, Douglas Beber; e o ex-diretor de fiscalização da secretaria de Planejamento, Matheus Rafaeli, se envolveram em uma briga com Victor Probst, filho do vereador Nilson Probst (MDB), que trabalhava como fiscal da coligação do candidato Edson Periquito.

Victor teria chegado empurrando Douglas. Marchiori tentou separar a confusão, que se estendeu até a frente do colégio, com Victor e Matheus se empurrando e trocando socos. Um vídeo mostra parte da briga, com muitos socos e chutes, em frente à escola. Ao DIARINHO, o vereador Nilson deu outra versão dos fatos.

Ele afirmou que o filho estava passando e foi cercado por seis pessoas, entre elas Marchiori, Matheus e Douglas. “Tem filmagem clara: ele foi atacado. Meu filho iria atacar seis sozinho?! Meu filho é a vítima”, ressaltou, informando que um boletim de ocorrência foi registrado por Victor.

Diante da briga, a guarda Municipal foi chamada. Victor fez o relato a GM e a um promotor eleitoral. Matheus, Marchiori e Douglas foram embora antes do registro da ocorrência. Fernando Marchiori, ouvido pela reportagem, diz que apenas separou a briga e segurou Victor até a chegada dos agentes.

Três prisões em Camboriú

Em Camboriú, a polícia Militar fez dois termos circunstanciados por crime de boca de urna. Foram conduzidas pro fórum uma mulher de 56 anos e um homem de 40 anos. Além disso, foi realizada a prisão de um homem de 54 anos pelo crime de corrupção de menores e boca de urna.

Conforme relatório do 12º batalhão de polícia Militar, foram geradas 53 ocorrências eleitorais nas 10 cidades de abrangência do batalhão. Em Balneário Camboriú, entre 22 ocorrências, só duas envolveram crimes eleitorais. Os demais atendimentos foram casos que terminaram com orientações dos envolvidos pelos policiais.

Segundo o comandante da Operação Eleições 2020, tenente-coronel Daniel Nunes da Silva, não foram constatados crimes de relevância ou outras situações mais graves na região, com a população também respeitando as regras de distanciamento social. Mais de 200 policiais atuaram na operação.

Por Diarinho