Site que “denunciou” Moro, é de marido de deputado do PSOL

Matéria publicada pelo portal R7 em outubro de 2018, já mostrava a parcialidade, a devoção a partidos de esquerda, e os claros ataques a opositores da versão brasileira do site The Intercept.
O responsável pelo site no Brasil é Glenn Greenwald, marido do ex vereador e deputado federal pelo PSOL, David Miranda.

David Miranda assumiu a cadeira no legislativo após a renúncia de Jean Wyllys que alegou estar sendo perseguido e ameaçado.

Confira a matéria na íntegra

Desde que se instalou no Brasil, em 2016, o site The Intercept tem adotado uma linha editorial que passa longe da isenção esperada de um veículo de imprensa internacional. Os artigos do site encabeçado pelo jornalista Glenn Greenwald servem apenas aos interesses dos partidos de esquerda.

Greenwald ficou conhecido no mundo todo após publicar vazamentos de dados da NSA (agencia de segurança dos EUA), abastecido pelo ex-agente Edward Snowden.

Radicado no Rio de Janeiro e casado com o brasileiro David Miranda, ele resolveu criar uma versão em português para o site.

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Miranda é considerado o braço direito de Greenwald. O nome dele veio a público em 2013, após ser detido por nove horas no aeroporto de Heathrow, em Londres, sob a legislação antiterrorista, além de ter documentos ligados aos vazamentos de Snowden confiscados.

A carreira política de Miranda começou justamente quando o The Intercept inaugurou sua versão brasileira. Em outubro de 2016, ele foi eleito vereador no Rio de Janeiro pelo PSOL. No começo de outubro de 2018, garantiu uma vaga de suplente de deputado federal pela mesma sigla e assumiu a titularidade após a renúncia de Jean Wyllys

O site, que afirma ser de jornalismo investigativo independente, segue a agenda política de Miranda e apresenta reportagens favoráveis às ideias dele e críticas aos opositores.

Foto: Daniel Marenco/Folhapress

Levantamento feito pelo R7 em textos publicados entre os dias 1º e 13 de outubro revela o viés político favorável ao marido de Greenwald.

Dos 27 artigos e reportagens publicadas neste período, nenhuma abordou qualquer denúncia ou assunto relacionado ao PT. No entanto, no mesmo período foram cinco artigos e 10 reportagens críticas ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). Ambos disputam o segundo turno da eleição presidencial.

Abastecido por jornalistas freelancers, o veículo engaveta reportagens que não estão de acordo com o alinhamento político de Greenwald, que inclui ataques a grandes veículos de mídia brasileiros.

Em 2016, deixou de publicar um artigo sobre a ocupação das escolas no Paraná porque o repórter havia conversado com jornalistas de uma emissora de TV e incluiu no texto o ponto de vista delas. Vale destacar que no passado Greenwald teve estreita relação com a mesma emissora, mas brigou com a empresa posteriormente.

O patrimônio de David Miranda cresceu quase 400% desde a criação do The Intercept e sua entrada na política.

Na eleição de 2016, David Miranda declarou patrimônio de R$ 74.825,00, sendo R$ 73.125 referentes a 18,75% de quotas da empresa Enzuli Management LLC, sediada em Nova York, nos Estados Unidos. Ele também declarou ter 1% de participação na empresa Enzuli Viagens e Turismo Ltda. Greenwald é sócio de Miranda nas duas empresas.

A Enzuli Viagens foi considerada inapta pela Receita Federal em setembro deste ano. Esta situação acontece quando uma empresa deixa de apresentar declarações ao fisco por repetidas vezes.

Neste ano, Miranda declarou patrimônio de R$ 353.404,08, o que representa aumento de 377% em relação ao que disse possuir na eleição anterior. O aumento, segundo as informações que constam no Tribunal Superior Eleitoral, é referente a aplicações financeiras e a um carro.

Ao R7, o editor-executivo do escritório brasileiro do site, Leandro Demori, afirmou que a posição política de David Miranda “não tem influência nenhuma no conteúdo editorial do The Intercept no Brasil, como evidenciado pelos muitos artigos que publicamos (incluindo um do Sr. Greenwald) crítico ao PSOL”.

“Todos os nossos jornalistas têm total liberdade editorial para publicar o que quiserem. A chefia de reportagem não manda que seus jornalistas ataquem um candidato em detrimento de outro”, acrescenta.

 

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