Telefone faz 145 anos desde a sua primeira “ligação”

Foto: Museu Telesp / Relatório Telebras 1985

Graham Bell levou a fama e o dinheiro. Meucci, o reconhecimento tardio da invenção. É por esse aparelho que brasileiros com diferentes profissões contam uma história que começou há 145 anos, quando foi feita a primeira comunicação oficial, por Alexander Graham Bell, em 10 de março de 1876.

O escocês era considerado o inventor do telefone até uma reviravolta em 2002, quando se reconheceu oficialmente o italiano Antonio Meucci como o verdadeiro pai da ferramenta. Em 2021, o tom de discagem continua ativo, com direito à nostalgia dos tempos das centrais telefônicas e orelhões e com a facilidade dos sinais digitais que fazem de tudo – até mesmo uma ligação.

Antonio Meucci nasceu em Florença, participou da unificação italiana, foi perseguido, mudou-se para Cuba e, depois, para os Estados Unidos. No país norte-americano, criou, em 1856, um telefone eletromagnético, que chamou de “telettrofono”. Sem muitos recursos, pagou apenas por uma patente provisória e, em 1874, foi reclamar seus direitos, mas alegaram que os havia perdido. Alexander Graham Bell, nascido em Edimburgo, conseguiu a patente do telefone em 1876.

Ele havia dividido um laboratório com Meucci nos Estados Unidos, e lucrou bastante com a invenção – inclusive fez parceria com o imperador brasileiro Dom Pedro II, que conheceu o telefone em uma exposição em junho daquele ano. Bell havia feito a primeira transmissão oficial em 10 de março, data que é reconhecida como o Dia Mundial do Telefone.

O italiano, por sua vez, chegou a processar Bell, mas morreu em 1889, antes do caso ter um desfecho. Somente em junho de 2002, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma resolução estabelecendo Meucci como o verdadeiro inventor do telefone.

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