Universidade de Oxford testará vacina anticovid no Brasil neste mês

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou no Diário Oficial da União desta terça-feira (02/06), que as vacinas de combate ao coronavírus, desenvolvidas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, também serão testadas em pacientes brasileiros durante o mês de junho.

Com isso, Brasil e Reino Unido irão contar, cada uma, com a participação de 2 mil voluntários que não tiveram contato com a doença para experimentar essa potencial medida de enfrentamento ao covid-19.

Essa vacina da Oxford é considerada uma das seis candidatas mais promissoras para a cura da doença que assola o planeta, segundo levantamento do banco de investimentos Morgan Stanley que mapeou 110 pesquisas pelo mundo.

Com estes testes nos dois países, a vacina passará oficialmente para a terceira fase do período experimental clínico, as vacinas, que estão sendo testadas desde abril deste ano, já estão sendo produzidas em larga escala, com amplas possibilidades de atender mundialmente a demanda de outros países, sendo considerado o medicamento com maior potencial de cura e o mais promissor do momento, conforme informa o site Megacurioso.

“Os estudos iniciais não clínicos em animais e os estudos clínicos de Fase 1 em humanos para avaliar a segurança da vacina foram realizados na Inglaterra e os resultados demonstraram que o perfil de segurança da vacina foi aceitável”, esclareceu a Anvisa, em nota.

Sem título - Brasil testará agora em junho vacina contra o Coronavírus criada pela Universidade de Oxford
(Fonte: Reuters/Reprodução)

Segundo a Anvisa, o pedido de autorização no país dos testes da fórmula, denominada oficialmente ChAdOx1 nCoV-19, foi da empresa Astrazeneca do Brasil Ltda, que recentemente noticiou que obteve “uma contribuição de 1 bilhão de dólares” das autoridades americanas para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus.

O estudo randomizado avaliará a segurança e a eficácia do imunizador. A agência pontuou que os ensaios clínicos em humanos conduzidos sob a chancela britânica se mostraram seguros.

As aplicações da vacina ChAdOx1 nCoV-19,  serão monitoradas pelo Ministério da Saúde, que irá coordenar os exames realizados em voluntários que trabalham na linha de frente desta pandemia no Rio de Janeiro e São Paulo, inicialmente.

A vacina de Oxford usa um tipo de imunização conhecido como recombinação viral, semelhante ao usado na vacina contra hepatite B. Ele foi escolhido porque, caso funcione, pode gerar uma forte resposta do sistema imunológico com apenas uma dose.

— Ter o convênio diretamente com a Universidade de Oxford, facilita muito quando tivermos que implantar a tecnologia de produção aqui. Em algum momento, se ela se mostrar efetiva, o mundo inteiro vai quer produzi-la e o Brasil vai ter a vantagem de ter esse convênio firmado, informa a microbiologista Natália Pasternak.

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