Alargamento da Praia de Itapoá entra na fase final, anuncia Porto de São Francisco

Fotos: Divulgação / PSFS
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A Praia Figueira do Pontal será o último trecho contemplado pelas obras de alargamento da orla de Itapoá. O início da alimentação dos 800 metros desta faixa de areia está previsto para a próxima sexta-feira, 26 de junho, marcando a fase final da recomposição costeira executada pelo Porto de São Francisco do Sul.

Neste sábado, 20, foram concluídos os trabalhos na orla da Praia Princesa do Mar. A recomposição começou em outubro pela praia Pontal do Norte, que recebeu o maior volume de sedimentos
Até o momento, os trabalhos de engordamento alcançaram 93% de execução. Dos 8,8 quilômetros previstos no projeto, 7,3 quilômetros já receberam areia.

A recomposição da costa é realizada em paralelo à dragagem do canal externo da Baía da Babitonga. Parte dos sedimentos retirados do fundo do mar está sendo utilizada no alargamento das praias de Itapoá. O aprofundamento do canal permitirá a navegação de embarcações de maior porte para os portos da região.

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A dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga também segue em ritmo acelerado e registra cerca de 62% de execução. Ao todo, está prevista a remoção de 12 milhões de metros cúbicos de sedimentos, sendo metade destinada às obras de alimentação praial.

Os serviços em Itapoá tiveram início em outubro do ano passado e possuem prazo contratual de conclusão em setembro de 2026. A recomposição da orla começou pela praia Pontal do Norte, que recebeu o maior volume de sedimentos. Em seguida, os trabalhos avançaram para a praia Princesa do Mar, no extremo Norte do município.

Nesta nova etapa, a intervenção chega à Praia Figueira do Pontal, localizada ao sul de Itapoá, próxima à região portuária. A estimativa é que sejam depositados 465 mil metros cúbicos de areia no local.

Dados gerais da obra

Navios maiores

A dragagem de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga possibilitará a atracação de embarcações de até 366 metros de comprimento, sendo um dos poucos complexos portuários do Brasil com capacidade para receber navios desse porte, com carga máxima. Atualmente, no Complexo Portuário da Baía da Babitonga, é possível a atracação de embarcações com até 336 metros, com capacidade para 10 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Com a obra, essa capacidade aumentará para 16 mil TEUs.

Parceria com o setor privado

A obra de R$ 333 milhões foi viabilizada por meio de uma parceria inédita entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá.

Pela primeira vez no Brasil, um porto público firma contrato com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza, que será executada por meio de uma parceria entre o porto público de São Francisco, que aportará R$ 33 milhões, e o terminal privado Itapoá, que investirá R$ 300 milhões.

Esse investimento privado será devolvido de modo parcelado até 2037. O ressarcimento para Itapoá será em cima do adicional de tarifas portuárias geradas pelo acréscimo no número de navios que atracarem no porto e pelo aumento no volume de carga movimentada, a partir da conclusão da obra de aprofundamento.

Engordamento da praia

Será a primeira vez no Brasil, e a segunda no mundo, que os sedimentos de uma dragagem portuária terão como destino o alargamento de uma praia. Em nível mundial, somente na Austrália houve destinação similar.

É a maior obra de engordamento de praia da história do país, em extensão

Atualmente, no Complexo Portuário da Baía da Babitonga, é possível a atracação de embarcações com até 336 metros, com capacidade para 10 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Com a obra, essa capacidade aumentará para 16 mil TEUs.

Parceria com o setor privado

A obra de R$ 333 milhões foi viabilizada por meio de uma parceria inédita entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá.

Pela primeira vez no Brasil, um porto público firma contrato com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza, que será executada por meio de uma parceria entre o porto público de São Francisco, que aportará R$ 33 milhões, e o terminal privado Itapoá, que investirá R$ 300 milhões.

Esse investimento privado será devolvido de modo parcelado até 2037. O ressarcimento para Itapoá será em cima do adicional de tarifas portuárias geradas pelo acréscimo no número de navios que atracarem no porto e pelo aumento no volume de carga movimentada, a partir da conclusão da obra de aprofundamento.

Dunas 

  • A Praia de Itapoá já recebeu mais de 93 mil mudas no replantio de vegetação de restinga.
  • O trabalho busca recompor e fixar as dunas, o que aumenta a durabilidade da recomposição costeira.
  • Ao todo, são 280 mil mudas a ser plantadas na praia, de seis espécies diferentes, trazidas de viveiros instalados nas proximidades.
  • As novas dunas têm entre 1 metro e 1,5 metro de altura e aproximadamente 26 metros de largura, formando um sistema contínuo de proteção costeira.

Benefícios para o PSFS

Para os navios que usam o Porto de São Francisco haverá uma economia de R$ 20 milhões por ano, com a dispensa de fundeio intermediário.

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