Defesa Civil de SC intensifica limpeza de barragens de contenção de cheias

Foto: Divulgação/SDC
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Galhos, folhas, materiais lenhosos, excesso de sedimentos. Ao longo do tempo, detritos se acumulam nos arredores das barragens e podem reduzir a capacidade de armazenamento de água e, consequentemente, o efeito na contenção de cheias. Para garantir o melhor funcionamento das estruturas, a Defesa Civil de Santa Catarina reforça a limpeza, com uma manutenção mecanizada das barragens Sul, em Ituporanga, e Norte, em José Boiteux.

A ação foi possível a partir da assinatura de uma ata de registro de preços para a limpeza com máquinas e o desassoreamento das áreas próximas às três barragens de contenção no Vale do Itajaí. O serviço é complementar ao contrato de operação, limpeza e conservação das estruturas, que prevê a continuidade do trabalho de forma manual.

“Estamos avançando na manutenção das nossas barragens com intuito de fortalecer e ampliar a capacidade de atuação do Estado. Com essa contratação, podemos executar serviços mecanizados mais profundos, conforme a necessidade de cada estrutura. O trabalho contribui para o funcionamento adequado das barragens e fortalece a prevenção de cheias no Vale do Itajaí”, afirma o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, coronel BM Fabiano de Souza.

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Em Ituporanga, as equipes trabalham na raspagem do canal de admissão do vertedouro, na limpeza da tomada de água do canal extravasor e da ombreira da barragem, além da retirada de pedras. Os serviços de limpeza também já começaram, em José Boiteux.

“Em Taió, como o volume de detritos era pequeno, a limpeza segue sendo realizada de forma manual, sem a necessidade do acionamento da ata, no momento”, explica o gerente de Manutenção e Operações de Equipamentos Especiais da Defesa Civil, Maykel Artino Campestrini. As equipes monitoram as condições da estrutura e vão aderir ao serviço mecanizado se for preciso.

Com investimento de R$ 216 mil, a ata permite à Defesa Civil de Santa Catarina acionar a limpeza mecanizada sempre que houver acúmulo de detritos, especialmente após chuvas. A estimativa inicial é remover até 3.500 m³ de materiais em José Boiteux, 2.500 m³ em Ituporanga e 1.000 m³ em Taió.

Foto: Divulgação / SDC

Entenda os processos de limpeza

A ata aborda duas frentes: a limpeza e o desassoreamento mecanizado. As duas garantem um serviço aprofundado e apresentam algumas diferenças.

Segundo Campestrini, a limpeza é feita quando há acúmulo de detritos, como galhos e outros materiais, que possam interferir no esvaziamento da barragem. Já o desassoreamento consiste em retirar o próprio solo que está impedindo o fluxo da água.

“Todo o trabalho é mecanizado, mas, de modo geral, a equipe espera a barragem secar para que a máquina consiga trafegar”, explica Campestrini. Depois, a máquina recolhe o material acumulado e ele é levado para o local de descarte.

Cada frente é acionada de acordo com a necessidade. Em ambos os casos, a Defesa Civil de Santa Catarina acompanha as condições das estruturas e aciona a empresa assim que identifica acúmulo de material, o que ajuda a manter as barragens prontas para conter a água em períodos de chuva.

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