Balneário Camboriú amplia ações integradas de prevenção à violência contra a mulher

Fotos: Paloma Melzzi
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A Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família, recebeu, nesta quinta-feira (15), a delegada Patrícia Zimmermann D’Ávila, coordenadora estadual das Delegacias de Polícia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMIs) da Polícia Civil de Santa Catarina. O encontro, realizado na Casa da Família, teve como objetivo fortalecer a integração entre as instituições que atuam na proteção dos direitos das mulheres e apresentar as estratégias da Operação Mulher Segura 2026, voltada à prevenção e ao combate à violência contra a mulher e ao feminicídio.

Durante a visita, a delegada conheceu o Departamento de Políticas Públicas para as Mulheres do município e participou de uma atividade de conscientização com cerca de 15 mulheres que frequentam as oficinas da Casa da Família. O grupo acompanhou uma palestra sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, os sinais de relacionamentos abusivos e os caminhos para buscar ajuda e proteção.

Fotos: Paloma Melzzi

Para a diretora do Departamento de Políticas Públicas para as Mulheres de Balneário Camboriú, Anna Nienkötter, a atuação conjunta entre as instituições é essencial para ampliar as ações de prevenção e fortalecer a rede de atendimento. “A iniciativa reafirma a importância do trabalho integrado entre os órgãos de segurança pública e as políticas públicas para as mulheres, promovendo informação, prevenção, acolhimento e proteção. O enfrentamento à violência contra a mulher exige informação, compromisso e união. Fortalecer a rede de proteção é construir caminhos para que cada mulher possa viver com dignidade, segurança e liberdade”, afirmou.

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A coordenadora das delegacias especializadas da Polícia Civil de Santa Catarina, delegada Patrícia Zimmermann D’Ávila, destacou que a informação é uma ferramenta fundamental para prevenir a violência e possibilitar que as vítimas reconheçam situações de risco. “Cada vez que a gente leva a informação às pessoas a respeito do que é a violência contra a mulher, dos sinais de violência e das formas de amparo e proteção, a gente faz com que as vítimas identifiquem os casos, saibam onde e como procurar ajuda e, com isso, consiga intervir antes que essa violência se agrave”, explicou.

A delegada também destacou que a Operação Mulher Segura ocorre em todo o estado e reúne diferentes frentes de atuação da Polícia Civil, incluindo o cumprimento de mandados de prisão, a agilização de procedimentos policiais e a realização de palestras junto à rede de proteção. Em outubro, as ações contam com reforço específico em Balneário Camboriú, com o objetivo de ampliar a prevenção e a proteção às mulheres.

Durante a palestra, foram abordados os sinais de violência psicológica e outras formas de abuso que podem passar despercebidas. A orientação busca ajudar as mulheres a reconhecer situações de violência, conhecer seus direitos e identificar os caminhos para buscar apoio antes que os casos se agravem.

Grupos de reflexão

A atividade contou ainda com a participação do psicólogo da DPCAMI de Balneário Camboriú, Ítalo Nunes, que apresentou o trabalho desenvolvido nos grupos reflexivos com homens envolvidos em situações de violência contra a mulher. Que promove a reflexão sobre relações de gênero, desigualdades de poder, saúde mental, paternidade e os diferentes tipos de violência, além de estimular a responsabilização dos participantes por suas condutas.

Segundo o psicólogo, muitas situações de violência não começam com agressões físicas, mas envolvem comportamentos psicológicos, morais e patrimoniais que podem anteceder episódios mais graves. “Até chegar à violência física e, principalmente, à violência letal, ao feminicídio, muitas vezes se passa por todas essas outras formas de violência, que preparam o terreno para que o pior aconteça”, explicou Ítalo.

Na metodologia desenvolvida pela equipe, os participantes passam por uma entrevista inicial de sensibilização e, posteriormente, são encaminhados para uma sequência de 10 a 12 encontros, com grupos de 10 a 16 homens. O trabalho busca estimular mudanças de comportamento, prevenir a reincidência e contribuir para o enfrentamento da violência de gênero.

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