Alunos e professores do CAIC Ayrton Senna da Silva, de Balneário Camboriú, apresentaram, nesta sexta-feira (25), sete projetos durante a XVII Feira de Iniciação Científica e Extensão (FICE), que ocorre no Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú até o dia 28. Os projetos foram representados por 17 alunos do ensino fundamental.
Ao lado de produções realizadas por estudantes de ensino médio e superior, os trabalhos dos alunos do CAIC abordam temas ligados, principalmente, ao meio ambiente e à tecnologia. Acompanhando os estudantes, estão os professores Odilon Honorato Francisco Filho, da disciplina de Informática, e Vanessa Lima Bertolazi Simon, da disciplina de Laboratório de Ciências.
À frente de uma iniciativa que fomenta o protagonismo de meninas no campo científico, o professor Odilon orientou dois dos projetos expostos na feira pela unidade escolar. “A proposta deste ano é a de criar atividades que busquem não somente promover a equidade das mulheres no setor científico e tecnológico, mas também criar uma expertise de relacionamento do projeto com a comunidade escolar. Digo que é sempre gratificante, proporcionar e participar desses momentos de protagonismo e de aprendizagem das estudantes”.
Orientadora de cinco dos trabalhos apresentados, Vanessa coordena projetos de extensão no CAIC há mais de 10 anos. “A experiência valoriza seu envolvimento em todas as etapas da aprendizagem: fazer perguntas, investigar, construir conhecimentos e compartilhar descobertas. Participar da feira também permite trocar experiências com outras instituições e reconhecer o trabalho realizado em nossa unidade escolar. São oportunidades que fortalecem o ensino e a aprendizagem e reafirmam nosso compromisso com uma educação pública de qualidade, conectada ao conhecimento científico”, diz.
Conheça, abaixo, o título e resumo de cada trabalho exposto na FICE nesta sexta-feira (25).
Sinaliza Tech: sinalização inteligente para escolas
Estudantes do 5º e 6º ano desenvolvem uma solução de sinalização visual e sonora para os horários escolares. A proposta busca alternativas mais criativas, pedagógicas e acessíveis aos sistemas tradicionais de sinalização e considera a legislação municipal que prevê a substituição de sinos e sirenes por sinais luminosos e musicais nos centros educacionais. O intuito é evitar estresse, ansiedade e desconforto sensorial, em pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento. O projeto está em andamento e já possui um protótipo funcional. A proposta é implementar o sistema na escola para sinalizar visualmente o início e o fim de cada aula, como alternativa à sirene tradicional.
Ada Kids: criando jogos para aprender brincando
O Ada Kids integra Pensamento Computacional, Cultura Digital, criatividade e protagonismo estudantil na criação de jogos educativos digitais para crianças da Educação Infantil. Estudantes do 4º e 5º ano desenvolveram um jogo digital educativo para crianças de aproximadamente 5 anos, ainda não alfabetizadas, promovendo integração entre diferentes etapas da Educação Básica. Para as crianças da Educação Infantil, a experiência possibilita explorar, de forma lúdica e interativa: Sequência lógica, planejamento, direção e localização espacial, levantamento de hipóteses, experimentação e criação de estratégias
Bullying não é brincadeira: matemática, programação e pensamento computacional com o Rope
Experiência pedagógica desenvolvida com duas turmas de 3º ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais ao longo do primeiro semestre de 2026, articulando conceitos matemáticos ao desenvolvimento do Pensamento Computacional e à discussão sobre bullying. Como fio condutor, utilizou-se o brinquedo programável Rope, que se desloca sobre uma malha quadriculada a partir de comandos. As situações de deslocamento foram associadas a cartas-problema com cenas do cotidiano escolar, apelidos, exclusão, empurrões, comentários sobre aparência, seguidas da pergunta “Isso é brincadeira ou bullying?” , aproximando a estrutura condicional da programação do raciocínio sobre convivência e respeito.
Troca de óleo por semente: construção de uma cultura sustentável na escola
Desde 2015, o CAIC desenvolve o projeto “Troca de Óleo por Semente: Construção de uma Cultura Sustentável na Escola”. A ação recolhe óleo de cozinha usado da comunidade escolar e realiza a troca de cada litro entregue por um pacote de sementes, incentivando o descarte correto, o cultivo de hortaliças e a alimentação saudável. A coleta ocorre em um ponto fixo na escola, com coletor de 100 litros. A cada litro de óleo usado entregue, o participante recebe um pacote de sementes. O resíduo é recolhido por empresa especializada e destinado à produção de produtos de limpeza e biocombustíveis.
Projeto Rizoma: conectando saberes sobre corais e oceano
O Projeto Rizoma foi desenvolvido com turmas de 7º ano em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), por meio dos projetos de extensão LITE is cool e Projeto Oceano. Com forte caráter transdisciplinar, a proposta integrou Geografia, Ciências, Informática, Língua Inglesa e Laboratório de Ciências, articulando diferentes áreas do conhecimento em torno de objetivos e experiências de aprendizagem comuns. O projeto promoveu a alfabetização científica e a cultura oceânica entre os estudantes, por meio da investigação sobre corais e ecossistemas marinhos.
Vasos e objetos decorativos a partir de papel reciclado: um estudo sobre compósitos de papel reciclado com cimento, argamassa e gesso
Este trabalho apresenta o desenvolvimento de vasos e objetos decorativos e de escritório produzidos a partir de papel reciclado, combinado com argamassa, cimento e gesso. O projeto surgiu da necessidade de reaproveitar o papel descartado na escola. A reciclagem do papel escolar na produção de vasos e objetos decorativos é uma alternativa viável, sustentável e de baixo custo, capaz de reduzir o volume de resíduos descartados e de promover a educação ambiental entre os estudantes.
Projeto Com-Vida CAIC: educação ambiental, cultura oceânica e formação de sujeitos ecológicos ao longo de treze anos
O Com-Vida CAIC é uma iniciativa permanente de educação ambiental, em atividade ininterrupta desde 2013. Originado pelas Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola, o projeto consolidou, ao longo de treze anos, identidade própria. Sua metodologia se apoia no princípio jovem educa jovem, no qual os próprios estudantes se auxiliam mutuamente na compreensão e na prática de temas socioambientais. Entre as ações desenvolvidas estão a redução, a separação e a reciclagem de resíduos, a manutenção de jardins e horta escolar, atividades voltadas à cultura oceânica e campanhas sociais, como a confecção de toucas para pessoas idosas.



