Delegado responsável pelo caso Deboni é afastado da DIC de Itajaí

O delegado Rafael Lorencetti da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Itajaí, não é mais responsável pelas investigações do caso do médico Gustavo Deboni, suspeito de abreviar a vida dos pacientes.

Lorencetti foi afastado da DIC e não quis dar entrevista ao ND+ sobre os motivos e causas de seu afastamento. Quem agora é o responsável pelo caso é o delegado Sérgio de Souza. Segundo ele, ainda não foi possível avaliar em que pé estão as investigações.

A investigação

Enquanto estava responsável pelo caso, Rafael Lorencetti afirmou que alguns familiares dos pacientes falecidos já procuraram a delegacia e que  podem haver ainda mais vítimas.

A investigação teve acesso a documentos e prontuários médicos que indicam que as mortes podem ter sido causadas pelo uso de um medicamento paralisante, que corta a respiração do paciente.

A medicação é chamada de “pancurônio“. Ela tem como finalidade relaxar a musculatura da respiração de pessoas com dificuldades para oxigenar.

O médico e professor de ética médica Mauro Machado explica que após a aplicação do pancurônio, o corpo do paciente fica preparado para receber oxigênio por meio de máquina. Sobre o uso do medicamento ele afirma que “em mãos inábeis seria realmente muito perigoso”, ao se referir à vida das pessoas.

Em nota, a Polícia Civil de Santa Catarina que “a mudança de unidade policial do Delegado de Polícia citada na referida matéria foi uma questão administrativa normal interna feita por solicitação do próprio profissional e sem relação com qualquer procedimento investigativo”.

O texto ainda ressalta “que toda a ação de investigação policial é protegida por Legislação Federal (Lei 12.830/2013), a qual a Polícia Civil de Santa Catarina respeita e cumpre na íntegra”.

Relembre o caso

Em setembro de 2020 o médico Gustavo Deboni foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por suspeita de ser responsável por “abreviar vidas” de alguns de seus pacientes.

A Polícia Civil de Santa Catarina já começou a ouvir testemunhas. Deboni é suspeito do homicídio de pelo menos, oito pacientes que estavam internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Marieta.

O médico está impedido de exercer a medicina, dar aulas e ocupar cargos de gestão em hospitais. Deboni deve ser indiciado ao final do inquérito. Por meio de nota o Hospital Marieta afirmou que não vai comentar o caso.

Em nota, a defesa do médico afirmou que isso é um procedimento normal em uma investigação criminal e que “a inocência do dr. Gustavo será provada”.

 

ND Online