Fraude e salários atrasados. Empresa acusada de negligência em BC, tem rolo em Itajaí

A empresa Pro Ativo Gestão da Saúde e Clínica Médica, terceirizada que presta serviço na rede municipal de saúde de Itajaí, é acusada por funcionários de atraso de salários desde janeiro. Ela foi contratada emergencialmente em Itajaí para atender a demanda na pandemia.

A empresa também foi acusada de negligência que culminou na morte de duas pessoas em 2019, quando prestava serviços para a Prefeitura de Balneário Camboriú no Pronto Socorro do Hospital Ruth Cardoso.

ATRASO 

Conforme um dos trabalhadores, a empresa prometeu acertar os pagamentos em 45 dias, prazo que venceu na terça-feira sem que os profissionais recebessem. Eles cogitaram a possibilidade de paralisação, mas desistiram.

“A empresa só arruma desculpas diariamente e a prefeitura não se pronuncia porque o serviço é terceirizado. E onde está o dinheiro que foi enviado à saúde? Não recebemos! Trabalhamos no enfrentamento dessa pior fase da covid e estamos sem receber há pelo menos 45 dias”, relatou uma médica, que preferiu não ter o nome divulgado.

PREFEITURA DIZ QUE PAGOU

A secretaria de Saúde de Itajaí esclareceu que realizou neste mês o pagamento à empresa Pró-Ativo referente a janeiro, após análise e auditoria de equipe técnica. “A secretaria aguarda a documentação referente ao mês de fevereiro para proceder a análise e pagamento”, informa.

Quanto ao atraso de salários, a prefeitura ressaltou que é responsabilidade da empresa contratada emergencialmente o pagamento de seus funcionários, conforme legislação pertinente ao setor público.

FRAUDE

A mesma empresa também está sendo investigada pelo COREN (Conselho Regional de Enfermagem), após ser identificado que uma funcionária que atuava no CIS como técnica de enfermagem usava um número de registro falso. De acordo com informações recebidas, a funcionária sequer tinha curso técnico na área.

Após notificação do órgão, a funcionária foi afastada das funções. O COREN abriu investigação para apurar outros indícios de casos parecidos e o caso também é investigado pela Polícia.

NEGLIGÊNCIA 

Em 2019, duas mortes foram registradas com fortes suspeitas e grandes indícios de negligência médica por parte dos médicos plantonistas cedidos pela Pró-Ativo Gestão de Saúde, empresa terceirizada que atende o pronto socorro do Hospital Ruth Cardoso.

Ivonei dos Santos, 24 anos, e Larissa Martins, 31, morreram após terem passado pela emergência do Hospital Ruth Cardoso mais de uma vez, se queixando dos mesmos sintomas e liberados sem que fosse comprovado um diagnóstico.

Nas vezes que foram atendidos, questões básicas, porém importantes, foram ignoradas pelos médicos e tratadas com leviandade. Questões estas que, se notadas a tempo, teriam evitado a morte dos dois pacientes que procuraram a unidade de saúde.

Matéria completa: Mortes no Ruth – Médicos responsáveis merecem estar presos

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