Inverno aumenta presença de baleias, pinguins e outros animais marinhos no litoral catarinense; saiba como agir

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A temporada de inverno marca o retorno de visitantes ilustres ao litoral de Santa Catarina. Baleias, pinguins, leões-marinhos, lobos-marinhos e tartarugas marinhas passam a ser vistos com maior frequência nas praias do Estado, cenário que desperta a curiosidade de moradores e turistas, mas também exige cuidados para garantir a segurança dos animais.

Nesta semana, o avistamento de baleias-jubarte na Praia Central de Balneário Camboriú e de baleias-franca na Praia do Novo Campeche, em Florianópolis, confirmou o início do período de migração dessas espécies pela costa catarinense.

Segundo especialistas do Oceanic Aquarium, esse comportamento faz parte do ciclo natural da fauna marinha e, na maioria das vezes, não representa uma situação de risco para os animais.

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A oceanógrafa Camila Moraes explica que muitas espécies utilizam as praias para descanso durante longos deslocamentos ou procuram águas mais favoráveis para alimentação e reprodução.

“Muitos desses animais apenas fazem uma pausa durante a migração. O mais importante é manter distância, evitar qualquer tipo de contato e permitir que eles sigam seu ciclo natural sem interferência humana”, afirma.

Baleias e pinguins estão entre os visitantes mais frequentes

Entre julho e setembro, a baleia-franca é um dos principais símbolos da temporada. A espécie deixa as águas geladas da Antártica para reproduzir e amamentar os filhotes no litoral brasileiro, especialmente entre Florianópolis e o Sul de Santa Catarina.

Outro visitante típico do inverno é o pinguim-de-Magalhães. Muitos chegam às praias debilitados após longas viagens em busca de alimento e precisam ser avaliados por equipes especializadas.

Leões-marinhos, lobos-marinhos e tartarugas marinhas também costumam aparecer no litoral catarinense durante a estação. No caso das tartarugas, é comum o resgate de animais afetados pela ingestão de resíduos, colisões com embarcações ou captura acidental em redes de pesca.

O que fazer ao encontrar um animal marinho

Especialistas alertam que atitudes aparentemente inofensivas podem colocar a vida dos animais em risco. A orientação é:

  • manter distância e apenas observar;
  • não tocar ou alimentar o animal;
  • manter crianças e animais domésticos afastados;
  • evitar aglomerações e fotografias muito próximas;
  • não tentar devolvê-lo ao mar;
  • acionar órgãos ambientais, Corpo de Bombeiros ou equipes de monitoramento da fauna marinha.

A veterinária Juliana Formágio, gerente de operações técnicas do Oceanic Aquarium, explica que o estresse causado pela aproximação das pessoas pode comprometer a recuperação dos animais.

“Muitas vezes eles apenas precisam descansar antes de continuar a viagem. A melhor forma de ajudar é respeitar seu espaço e aguardar a atuação das equipes responsáveis”, destaca.

Experiência aproxima público da vida marinha

Quem deseja conhecer de perto algumas das espécies que visitam o litoral catarinense durante o inverno pode visitar o Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú.

O aquário reúne mais de 170 espécies, entre elas pinguins-de-Magalhães, tubarões-mangona, águas-vivas, cavalos-marinhos, polvos, lontras, jacarés, capivaras e peixes de diferentes regiões do planeta. O espaço também conta com a atração Imersão Oceania, dedicada às aves australianas.

Serviço

Oceanic Aquarium

Rua 4000, nº 133 – Barra Sul – Balneário Camboriú (SC)

Aberto diariamente.

Horários, ingressos e informações: www.oceanicaquarium.com.br

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