O MDB, a Câmara, a Articulação e a Síndrome da amnésia seletiva

MDB

O MDB se reuniu neste final de semana para definir o comando do seu deu diretório municipal na Maravilha do Atlântico. Nilson Probst foi eleito presidente. O que me chamou atenção foi a presença do vereador Omar Tomalih, que teoricamente é do Podemos, mas é bem chegado na oposição emedebista. Na convenção, quem se lançou, de novo, como pré a deputado foi o vereador Marcelo Achutti. Ele também se lançou em 2018, mas não aconteceu.

MDB II

Edson Piriquito participou da reunião, mas deve deixar o MDB ainda esta semana para assinar fichinha com o novo partido resultado da união do DEM com o PSL. O ex-prefeito deve pegar a coordenação do partido aqui na região. Tem gente que jura de pé junto que é para mudar o rumo político, mas quem sabe como funciona as coisas nos bastidores, sabe que é só mais uma estratégia para criar força.

Dizem as más línguas que Pirica até tentou o PDT, tratorando com a executiva municipal, mas que Maneca Dias não gostou de se atravessarem nas decisões dele. Deu ruim e Piriquito seguiu outro rumo.

O União Brasil, na verdade, nada mais é que a filial do MDB. Foi a maneira que encontraram de estar em um partido grande e sem a ficha mais suja que pau de galinheiro, como é o caso do MDB.

MDB III

Por falar nisso, esses dias atrás os vereadores do MDB assinaram um ofício pedindo que o prefeito exonerasse ou afastasse o secretário de segurança, Gabriel Castanheira. A alegação, o fato do secretário estar supostamente sendo investigado pelo GAECO.

De GAECO, o MDB de Balneário Camboriú entende bem. Se fingem de bobos ao não conseguir diferenciar uma diligência de uma investigação. Alias, MDB pedindo afastamento de agente público por “investigação” do GAECO chega a ser piada pronta. É descarada a falta de vergonha na cara deles em pedir isso sendo que, o até então líder do MDB, é réu por corrupção em um processo que é resultado de uma investigação do GAECO.

Antes as investigações do GAECO não serviam, era tudo mentira e não tinham provas. Agora uma diligência do GAECO, que não confirmou a denúncia, virou condenação para a turma do MDB? Palhaçada.

ARTICULAÇÃO

Quem deveria assumir a articulação na prefeitura era o vereador Omar Tomalih(Podemos). Depois da foto abraçadinho com a galera do MDB, acho que miou a nomeação. Alias, ouvi falar que Omar estava alinhando sua ida para a articulação com o apoio da oposição. Oi?

Segundo minha fonte, o trato era a oposição ajudar Omar a aprovar os projetos do executivo que ele, como secretário, ajudaria a aprovar o projeto de lei 110/2021, que faz voltar para a Câmara TODOS os projetos especiais aprovados pelo conselho da cidade.

Esse projeto é uma afronta, afinal, essa obrigação foi derrubada em 2018. Estamos falando de milhões de reais em investimentos privados, que passavam pela mão dos vereadores para serem aprovadas. Sim, vereadores que nem sabem falar corretamente, avaliando projetos da construção civil. Essa prática atrasava projetos e abriam brechas gigantes para a prática do “criar dificuldades para vender facilidades”. Jorge Caseca que o diga!

Esse projeto, que carinhosamente chamo de “Lei da Barganha”, é assinado ainda por dois vereadores da situação, Kaká Fernandes (Podemos) e Victor Forte (PL).

O fato é que, se minha fonte estiver certa, Fabrício Oliveira vai dar mais um tiro no pé, maior do que foi em 2019, ao apoiar, indiretamente, a eleição de Omar Tomalih para a presidência da Casa do Povo.

ARTICULAÇÃO II

Na falta de um secretário de articulação, sobrou para a chefe de gabinete ir na Câmara para protocolar o projeto do INOVA BC e explicar a iniciativa para os vereadores.

Por falar neste projeto, a prefeitura deveria ter VERGONHA de fazer esta proposta desta para incentivar empresas de tecnologia a se implantarem na cidade. Baixar 0,5% do imposto ISS é muito pouco para tornar Balneário Camboriú um destino atrativo para centros tecnológicos. Precisa de muito mais.

Mas os entendidos são eles. Os sentinelas da inovação e das novas ideias. Como disse um cargo comissionado uma vez, sou um “mero colunista”.

A CÂMARA

O silêncio ensurdecedor envolvendo a denúncia levantada pela coluna que mostrava que a Câmara de BC está endossando o contrato da terceirizada da TV Câmara que está sendo executado irregularmente. Ninguém deu um pio. Nem mesmo os paladinos da moralidade.

Até agora não pagaram a nota, nem mesmo anularam o pagamento. Espero que isso não caia no esquecimento e tomem providências. Até o Ministério do Trabalho poderia averiguar isso, pois não é só um contrato que está sendo burlado, tem também uma lei trabalhista que está sendo descumprida. Ou a Câmara será cúmplice de uma ilegalidade?

AMNÉSIA SELETIVA 

Assim que saiu a licitação para a concessão do Elefante Branco (Vulgo Centro de Eventos), publiquei uma coluna mostrando as barbaridades e os envolvidos no certame. Desde empresas, sócios, história.

Havia muita fumaça, mas a grande (e a pequena) imprensa, tratou de sair correndo descredibilizar a denúncia feita pelo Portal Visse e endossada pelos deputados que sequer deram os créditos para a coluna que levantou o fato. Teve até quem disse que não tinha nada de errado e era “choro-rô” de quem não tinha conseguido participar do processo.

Agora que o TCE achou fumaça, achou fogo, achou chamuscado, achou tudo, os mesmos “minimizadores” (ou seriam negacionistas?) estão usando os pareceres do TCE para fazer manchete e mostrar as irregularidades. Como as opiniões mudam né?

Acontece que a coluna do Visse também falou que o edital era exigente demais e inviabilizou a participação de muita gente. A exigência? Capacidade Técnica. Justamente o documento que o TCE encontrou discordâncias e os técnicos deram parecer pela anulação da licitação.

Uma fonte me contou que um conselheiro do TCE teria dito que será quase impossível não acompanhar o parecer e mandar acabar com tudo. Está muito feia a situação.

Bem, quando o olho é maior que o cérebro, até a malandragem fica prejudicada. Espero que os “ligeiros” sejam banidos da história.


 

O MDB, a Câmara, a Articulação e a Síndrome da amnésia seletiva
Poucas e Boas – Por Gian Del Sent