Polícia Civil faz buscas no hospital Marieta sobre o caso do médico Gustavo Deboni

A polícia Civil de Itajaí cumpre ordens de busca e apreensão no hospital Marieta Konder Bornhausen e na casa do médico Gustavo Deboni, que ocupou o cargo de gerente Médico do hospital Marieta.

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Deboni não estava em casa no momento da busca. Ele mora no condomínio Brava Beach, na Praia Brava. Deboni foi intimado a comparecer na delegacia para prestar depoimento ao delegado responsável pela DIC de Itajaí.

O delegado Rafael Lorencetti pediu e a justiça autorizou o afastamento de Deboni do exercício da medicina, aula e gestão ou administração de hospitais por tempo indeterminado. O delegado tinha pedido também a prisão de Deboni, mas o pedido foi negado pelo judiciário.

A polícia investiga, a pedido do Ministério Público, a suspeita de que o médico teria abreviado vidas de pacientes enquanto foi o responsável pela ala de pacientes graves do hospital.

A polícia apreendeu no hospital os logs do site operacional do Marieta, usados por Deboni.

Houve também a fixação de medida cautelar da proibição do exercício da medicina em desfavor do medico. Ele também segue proibido de dar aulas e atuar na gestão/administração de hospitais. A DIC de Itajaí deve concluir o inquérito policial no prazo legal e, ao final, se for o caso, indiciar o médico.

O Caso

Ano passado, o CRM decidiu pelo afastamento cautelar do médico do exercício da medicina durante o curso das investigações. O MP pediu e a justiça concedeu o afastamento de Deboni da gerência médica do hospital e de atendimentos no SUS em Itajaí, até que o CRM julgue o mérito do processo ético que corre no conselho.

Em dezembro do ano passado, quase quatro meses após a suspensão das atividades médicas de Deboni da Silva, o conselho Federal de Medicina (CFM) anulou a interdição cautelar do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) e o médico pode voltar a trabalhar.

Agora, novamente por decisão judicial, Deboni está impedido de medicar, dar aula ou fazer a gestão hospitalar. A direção do hospital Marieta ainda não se pronunciou sobre as buscas.

O que diz a defesa do médico

Em contato com o Portal Visse, o advogado de defesa do médico Gustavo Deboni, Erial Lopes de Haro, esclareceu:
“É um desdobramento natural de investigação criminal, tendo em vista alegação do Ministério Público de hackeamento do sistema. Estamos tranquilos em relação a isto e a inocência do Dr. Gustavo será provada”.