Prefeitura vai gastar R$1,5 milhão para recriar restinga em toda areia da Praia Central

Batateira da Praia ou Pé de Cabra - Ilustrativa - (Foto: Histórias da Bicicleta/Vania Elza

A prefeitura de Balneário Camboriú, através da Secretaria do Meio Ambiente, lançou uma licitação para criar 5,7 quilômetros das chamadas “dunas embrionárias”, na Praia Central da cidade. A licitação tem um valor de R$ 1.505.192,81(um milhão quinhentos e cinco mil cento e noventa e dois reais e oitenta e um centavos) e tem dividido opiniões.

As dunas nada mais são que “canteiros” para o plantio de vegetação de várias espécies, naturais de ambientes como praias e dunas. Serão mais de 36 mil mudas plantadas em toda a orla com dunas de 1 metro de altura. A comunidade não foi consultada sobre o assunto.

Os canteiros terão 6 metros de largura por 6 metros de comprimento, com 1 metro de altura. Terão ainda 2 metros de espaço entre um canteiro e outro. O “acesso” a praia será através destes espaços, por “trilhas” feitas de madeira e corda. (abaixo)

Antecipado

Além da comunidade não ter sido consultada sobre o assunto, informações apuradas pelo Portal Visse são de que a plantação de restinga é uma exigência feita por órgãos ambientais como condicionante para a aprovação do projeto de alargamento da areia da Praia Central.

Acontece que esse plantio deveria ser feito junto com as obras de urbanização da Avenida Atlântica e da Praia Central. Essa urbanização ainda é só uma ideia que, inclusive, pode não sair pelo alto custo que envolve a obra.

Além do mais, as dunas serão instaladas a cerca de 30 metros para a frente de onde hoje está a calçada da Av. Atlântica. Até que saia a reurbanização, ficará basicamente uma faixa de areia, os canteiros de restinga e mais uma faixa de areia para então chegar no mar.

A faixa amarela será a área de implantação dos canteiros, deixando um vão até que a urbanização seja feita.

 

Dividindo opiniões

O projeto das dunas, que não foi amplamente divulgado, divide a opinião das pessoas que tomam conhecimento da obra.

Um dos questionamentos levantados é o fato da vegetação crescer desenfreadamente como aconteceu na Barra Sul e não ser possível o seu corte, poda ou qualquer tipo de controle, uma vez que sendo restinga, é protegida por legislação ambiental.

Outra questão levantada está no controle de acesso a esses locais, pois sabemos que simples estacas não são o bastante para conter invasores e o local acabar se tornando um “alojamento”.

As dunas terão ainda 1 metro de altura. Com a altura do canteiro, mais o tamanho da vegetação que se formará, quem estiver passando pela Av. Atlântica não terá visão do mar. Essa questão visual foi muito discutida na cidade quando foram implantados os novos quiosques de milho e churros da orla.

Tem também a questão da “testada” da orla ter se modernizado muito nos últimos anos e o skyline da praia ter características modernas, o que destoa na roupagem “rustica” e agreste do que prevê esta implantação.

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