A incapacidade do governo Élcio em receber críticas – Coluna Ácido Úrico

Frequentemente apoiadores e funcionários do governo Elcio Kuhnen, em Camboriú, atacam tanto a população quanto até mesmo jornalistas. Toda e qualquer pessoa que aponte um erro, denuncie algo errado ou qualquer problema na administração municipal, sofre uma avalanche de comentários, críticas e xingamentos.

Sim. Existe uma polarização totalmente intencional na cidade. Qualquer pessoa que use sua rede social ou grupo de whatsapp para relatar um problema é automaticamente rechaçada por um bando de miquinhos amestrados que são militados para rebater toda e qualquer reclamação.

A vontade real do “alto clero” do governo, que estão na linha de frente dos embates, é que o problema seja passado em off, para que o “jeitinho” possa ser dado sem que ninguém saiba. As vezes tem o fato de resolver para aquela pessoa que reclamou, assim a reclamação não cria corpo.

Esses dias recebi uma reclamação de dois pacientes que esperavam 3 e 4 horas por um atendimento no Pronto Atendimento de Camboriú. Chegando lá, conversei com duas pessoas que esperavam há 4 horas por atendimento. Pouco antes de eu chegar, um coordenador/diretor havia chegado no local e o atendimento estava andando novamente. Como não é do meu feitio, não fiz um vídeo sensacionalista e muito menos expus pacientes e servidores. Apenas registrei o caso, para poder de alguma maneira dar voz a quem não tem meios de reclamar ou não tem boca para isso. (Sim, tenho provas de tudo que falei, inclusive do carro do comissionado que esteve lá pouco antes de eu chegar)

O vídeo foi o bastante para motivar uma série de xingamentos, comentários depreciativos e até mesmo acusação do jornalista estar ganhando dinheiro para fazer aquele vídeo. Tudo de uma maneira leviana e pobre de argumentos, tal qual o governo Elcio Kuhnen e seu bando de incompetentes.

CAMBORIÚ NÃO TEM HOSPITAL 

Tudo que Camboriú tem é um prédio que um dia funcionou um hospital. O que existe hoje é um Pronto Atendimento anexo ao prédio onde funciona hoje uma clínica cirúrgica de pequenos procedimentos eletivos de baixa complexidade, em que o paciente fica num pós cirúrgico de no máximo 24 horas.

Tanto não tem hospital e nem mesmo UTI, que presenciei a transferência de um senhor intubado do Pronto Atendimento para o Hospital Ruth Cardoso em Balneário Camboriú

Falo sem medo de errar. Camboriú não tem hospital.
Não tem internação, não tem cirurgia de urgência e emergência, não tem centro obstétrico e não tem pediatria. Ou seja, não tem atendimento hospitalar. Tem uma clínica cirúrgica que realiza cirurgias eletivas pelo Estado para várias cidades da região. De acordo com a declaração de um servidor, nem 30% das 2800 cirurgias divulgadas, são de Camboriú. Mas essa informação não tive como confirmar, pois a assessoria de comunicação me negou.

É lamentável que a imprensa tenha que recorrer ao Ministério Público para obter informações que são de obrigação da prefeitura repassar. Sim, acionei o MP para que os meus questionamentos fossem respondidos. Informações sobre os 3 anos do hospital, que fazem tanta questão de alardear, mas se negam a repassar quando se refere a detalhes do atendimento. Infelizmente, o MP de Camboriú também não anda e estou há 24 dias esperando pela resposta.

O pior disso tudo é usar a ignorância das pessoas que não sabem diferenciar um Pronto Atendimento de um Hospital, que são militadas a fazer comentários falando bem do atendimento se referindo ao Hospital, quando na verdade foram atendidas no PA. Isso pra mim é canalhice da mais baixa categoria.

E não é só com Hospital que isso acontece, é com qualquer coisa. Qualquer problema.
Em abril, o Portal Visse publicou uma denúncia de um carro que a prefeitura ganhou da Receita Federal em 2018 e ainda não havia sido transferido para o poder público. O Portal foi acusado de estar de “picuinha”. Fui chamado de mentiroso, fake news, entre outras coisas.

Em junho, quando completou 2 anos da doação, uma nova matéria foi publicada. Na ocasião, por meio de um ofício, o chefe de gabinete afirmou que o processo de transferência voltaria assim que o Detran voltasse a trabalhar presencialmente, dia 05 de maio. Hoje é dia 02 de novembro, e o veículo continua emplacado no estado de Minas Gerais.

O mesmo aconteceu com um pedido via LAI na prefeitura, em que um cidadão pediu, em julho, o valor gasto com publicidade pela prefeitura e até agora não teve resposta. O próprio controle interno exigiu a resposta e a assessoria de comunicação não repassou as informações do questionamento do cidadão.

Cidadãos cuidado! 
Não reclamem e nem reivindiquem os seus direitos. Não denunciem nada de errado.
Você corre o risco de ser acusado de estar no outro lado político, ser xingado e destratado por apoiadores do governo. E o pior, com o consentimento dele.

 

Coluna Ácido Úrico – Por Gian Del Sent