Acho o Piriquito um “mito”. Um Mitômano

“A mitomania, também conhecida como mentira patológica e pseudologia fantástica, é a tendência duradoura e incontrolável para a mentira”, define o psiquiatra e Coordenador da Equipe de Transtornos Psicóticos do AME Psiquiatria, Deyvis Rocha.

O mitômano é aquela pessoa que mente compulsivamente, sejam pequenas mentiras “inofensivas” até histórias mirabolantes extremamente detalhadas.

Na minha opinião, o ex-prefeito de Balneário Camboriú, Edson Piriquito, é assim. A capacidade que o moço tem de distorcer a realidade e criar histórias mirabolantes são de invejar qualquer autor de filme de ficção. Quando ele dá entrevistas, a coisa toma uma proporção tão grande e são faladas com tanta convicção, que é capaz de convencer os desavisados.

O psiquiatra Dayvis Rocha ainda faz menção a mais algumas características que chamam a atenção na mitomania: – As histórias contadas não são inteiramente improváveis e contêm referências à realidade. – As aventuras imaginárias se manifestam em várias circunstâncias e de uma maneira crônica. – O tema das aventuras é variado, mas o mentiroso acaba sempre se pintando como herói.

Essas características são como descrever o ex-prefeito. E olha que eu já fiz várias colunas aqui falando das mentiras que o ex-alcaide conta, inclusive provando (links abaixo).

Edson Piriquito sofre de amnésia – Coluna Ácido Úrico
Edson Piriquito sofre de amnésia (2) – Coluna Ácido Úrico
Opinião: Piriquito é contra o aumento da COSIP. Mas só no governo alheio.

Em entrevista a uma rádio comunitária, Piriquito abordou alguns assuntos em que ele mentiu na cara dura ou distorceu a realidade de maneira surpreendente. Aquela máxima de que quem falta com a verdade “ou foi enganado ou está querendo enganar” é uma incógnita quando se trata de Mr. Edson. Olhando o Instagram do pré-candidato a deputado, a coisa fica ainda mais grave.

“Governador mandou 5 dos 6 milhões para construção da UPA da Barra?”

Governador não mandou 5 milhões de reais. Nenhum dinheiro do Estado havia entrado no caixa da prefeitura para a construção da UPA da Barra até ás 11:30 da manhã de hoje (1°).

A primeira parcela, de 1 milhão de reais, entrou hoje pouco antes do meio dia. As próximas 3 parcelas, para completar 5 milhões, sabe lá Deus quando vai entrar.

A licitação foi feita tendo como fonte os recursos próprios da prefeitura. Até procurei um servidor efetivo da prefeitura para saber se era verdade, afinal, a placa da obra indica como sendo R$5 milhões do estado, e tive a seguinte resposta.

“Foi aberta a licitação indicando como fonte os recursos próprios. Em maio, com a licitação em andamento, foi protocolado para captar junto ao Plano 1000. Se esse dinheiro estado entrar, vai ser realocado, se não entrar a prefeitura paga igual com a previsão orçamentária que já existe para isso. A obra está garantida, com ou sem Plano 1000.” 

Aliás, o prazo para depositar a primeira parcela era hoje (1°/07). Se não entrasse, só poderia repassar o dinheiro depois da eleição. Até o meio dia 11:30, nenhum pila havia caído na conta da prefeitura de BC.

Vejam bem, “se entrar”. É assim que vivem os prefeitos com relação ao Plano 1000. Aliás, é bem responsável ver dessa maneira, afinal, nada é garantido quando se fala de Carlos Moisés. Principalmente quando se tem uma previsão de 5 anos para o repasse destes valores.

Aliás, Piriquito abriu um PA em uma garagem, totalmente no improviso, mesmo tendo recebido a sinalização de recursos estaduais para a construção de uma sede própria, e negou. Piriquito não conseguiu abrir a UPA das Nações, gastou o dinheiro do Governo Federal em uma estrutura totalmente fora dos padrões, que teve que ser totalmente modificada para cumprir as exigências da Vigilância Sanitária. Mesmo assim, ele prega de herói e é capaz de dizer que ele foi responsável pelo recurso da UPA da Barra.

Carlos Moisés foi o governador que mais mandou dinheiro para a Saúde de Balneário Camboriú e enviou mais de R$ 50 milhões para o Ruth Cardoso?

Mais uma mentira.
O primeiro recurso que veio do Estado para a saúde de Balneário Camboriú na mão de Moisés foi a parcela enviada hoje, de 1 milhão de reais, através do Plano 1000, para o projeto da UPA da Barra.

O projeto poderia ser até de uma lombada, mas a prefeitura preferiu investir na saúde. Ele não “mandou” nada. Ele não “deu” nada. O Plano 1000 é um direito dos municípios. Se o Estado vai cumprir e pagar tudo, é outros quinhentos.

Estado não enviou mais de R$ 50 milhões para o Ruth Cardoso.

Nem durante a pandemia o Governo do Estado ajudou o município de Balneário Camboriú para custear o Ruth Cardoso que atendia a região. Aliás, mandou 6 respiradores que não funcionaram e nunca foram substituídos. O único recurso de fora que o Ruth Cardoso recebeu é do Governo Federal para as UTIs COVID.

O que o Estado manda, é 1 milhão de reais por mês, sequestrados pela Justiça e forçado por decisão judicial a mandar. Decisão judicial esta que foi proferida em novembro de 2019, que previa R$ 2 milhões por mês para atender a saúde regional, que o estado recorreu e baixou para 1 milhão, e começou a ser pago lá por abril de 2020.

Decisão judicial esta que também obrigava o Estado e os municípios da região a resolverem a situação do atendimento hospitalar da região e até agora nada foi feito. Inclusive o seu amigão Elcio de Camboriú, responde na justiça por descumprimento da mesma sentença, por simplesmente não ter movido uma palha para ajudar a resolver a situação, mesmo tendo um hospital fechado na cidade.

Aliás, mesmo sabendo dos problemas que ele mesmo causou ao abrir o Hospital Municipal Ruth Cardoso na modalidade “porta aberta”, inclusive ameaçando fechar as portas com direito a carta aberta para o governador do estado, pela falta de ajuda ao Ruth Cardoso, Piriquito NUNCA fez nada de útil para resolver a situação da saúde no município. Ficou um bom tempo na ADR de Itajaí e nunca intermediou para que o Estado fizesse sua parte e ajudasse no custeio do hospital que tem hoje em sua demanda mais de 50% de atendimento para pacientes de fora da cidade.

Piriquito mais uma vez lança narrativas em sua pré-campanha dando como solução diversas coisas que ele nunca fez enquanto esteve prefeito da cidade por 8 anos. Piriquito quer sair como salvador da pátria e para isso prega mentiras e distorce verdades. Assim como foi com o lance da restinga que, mesmo sabendo que foi uma exigência do IMA, colocou a população contra o poder público ao dizer que a iniciativa era da prefeitura.

No seu Instagram, questionou os seguidores sobre o uso das calçadas pelos comerciantes, e ainda disse que tem opinião mas quer ouvir a galera. Como prefeito, ele liberou através de lei a ocupação onerosa das calçadas da Atlântica, mas NUNCA foi capaz de cobrar estes valores. O projeto que ele levanta hoje, visa inclusive anistiar essas dívidas que se tornaram impagáveis.

Para de mentir, Piriquito. Quer fazer campanha, faça com propostas.

E por falar em saúde, ajude a cobrar o Moisés que os R$ 33 milhões dos respiradores fantasmas voltem para o caixa da saúde do Estado e não fique com o papinho de recuperado, quando na verdade apenas está bloqueado judicialmente. A sociedade catarinense que pretendes representar, agradece.


Acho o Piriquito um “mito”. Um Mitômano
Poucas e Boas – Por Gian Del Sent

 

 

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