Casas na Vila Fortaleza são removidas por determinação do Ministério Público

O Grupo de Respostas de Ações Coordenadas (GRAC), realiza nesta quinta-feira (15), desde às 8h, uma operação no loteamento Vila Fortaleza, no Bairro São Judas Tadeu, para remoção de sete casas em situação de alto risco, localizadas em área de ocupação irregular. Duas das casas já estavam desocupadas. A determinação veio do Ministério Público, por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú.

De acordo com o diretor da Defesa Civil, Fabrício Melo, desde o ano passado a área vem sendo mapeada e um laudo feito por geólogo contratado pela AMFRI, Jannio Z. Pineda Aguilar, constatou essas sete casas em situação de alto risco e após reuniões com a 5ª Promotoria, foi determinado a remoção das famílias e demolição das casas. “Devido à falta de padrão construtivo, corte da vegetação e alteração no solo, podem ocorrer deslizamentos e gerar fatalidades para aquelas pessoas. Não podemos nos omitir e devemos fazer a retirada dessas famílias para a própria segurança delas’’ explica Fabrício, dizendo que a situação agravou ainda mais após as fortes e constantes chuvas de janeiro.



Cerca de 18 pessoas foram removidas das casas e nove foram encaminhadas para o abrigo oferecido pela Administração, instalado no Ginásio Multieventos Hamilton Linhares Cruz, até que consigam local para residir. Os móveis e pertences foram retirados e também levados para o ginásio. Já o material de construção das casas demolidas, ficarão na Secretaria de Obras e as famílias poderão retirar para reutilização, conforme desejarem.

A segurança de todos foi garantida pela Guarda Municipal e não houve qualquer tipo de contratempo. Conforme o secretário de Segurança, Antônio Gabriel Castanheira, as áreas de ocupação irregular estão sendo monitoradas constantemente desde o ano passado. “Neste caso, as famílias já haviam sido notificadas em janeiro e decidiram não sair do local. Então, pela segurança de todos, foram retiradas antes que algum desastre aconteça. O Conselho Tutelar esteve no local para orientar as famílias com crianças pequenas e auxiliar da maneira que fosse necessária”, completou.

A operação foi coordenada pela Defesa Civil, com apoio das Secretarias de Obras, Segurança por meio da Guarda Municipal e DECOI, Planejamento, Desenvolvimento e Inclusão Social, Meio Ambiente, Educação, Fundação Municipal de Esportes, FURBES e Conselho Tutelar.

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