Comitê gestor do Programa Bandeira Azul apresenta diagnóstico da Praia do Estaleiro

Depois da Praia de Taquaras, foi a vez da Praia do Estaleiro ser avaliada pelo comitê gestor do Programa Bandeira Azul. O diagnóstico, que identificou a infraestrutura existente e a qualidade ambiental, foi apresentado nesta semana.

O diagnóstico apontou ainda o que deve ser feito para que a praia possa hastear a Bandeira Azul até final de 2018. As praias de Taquaras, Estaleiro e Estaleirinho estão inscritas na fase piloto do Bandeira Azul, que é um programa internacional de certificação ambiental para praias e marinas.

Formado por representantes dos poderes executivo e legislativo, setores privados, entidades de classe, sociedade civil organizada, Ongs e comunidade em geral, o comitê gestor indicou o que precisa ser implantado para o cumprimento dos critérios do programa. Na categoria segurança, a praia precisará de mais três postos guarda-vidas. O local tem dois postos: um deles necessita de ajustes e manutenção, e o outro, de substituição.

Na limpeza, os atuais recipientes compostos por uma armação de ferro e sacos plásticos teriam de ser substituídos. O comitê também apontou que não há separação do lixo reciclável na praia. “Identificamos que as principais debilidades da praia no momento estão relacionadas às infraestruturas de acesso, segurança aquática e também à conservação dos ecossistemas, à faixa de restinga”, disse o especialista em gestão de praias do comitê, Luidgi Marchese.

O diagnóstico mostrou pontos positivos, como a balneabilidade (a praia é própria para banho) e ações de educação ambiental, como o Projeto Praia Limpa.

“Temos o monitoramento da balneabilidade, que está sendo feito por laboratório contratado, campanhas de educação ambiental, como o Praia Limpa, e análises da percepção dos usuários para saber como eles estão avaliando a praia”, enfatizou Marchese.

Estaleirinho também terá diagnóstico elaborado

O Programa Bandeira Azul é uma iniciativa da Foundation for Environmental Education (FEE) – Fundação para Educação Ambiental e conta com apoio de instituições internacionais. No Brasil, é operado pelo Instituto Ambientes em Rede, com sede em Florianópolis. O programa está pautado em quatro grandes áreas que definirão as praias como ecologicamente corretas: Educação Ambiental e Informação, Saneamento/Qualidade das Águas, Segurança e Serviço e Gestão Ambiental.

“O próximo passo será elaborar o diagnóstico do Estaleirinho. Feito isso, vamos montar um plano de trabalho e fazer o levantamento de tudo que vai ser preciso para adequarmos as praias aos critérios do Bandeira Azul. Tendo esse levantamento, vamos conseguir ter uma noção do custo e vamos atrás de recursos”, comentou o secretário do Meio Ambiente, Ike Gevaerd.

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