Após matar companheira, homem ameaça se jogar de prédio em BC.

O movimento na rua 3150, no Centro de Balneário Camboriú, continua intenso desde o início da noite desta terça-feira (2).
O morador de um apartamento do sétimo andar confessou ter matado a companheira, após vizinhos relatarem à polícia terem visto ele entrando no prédio com vários pacotes de gelo.

Por causa do odor, a suspeita é que o homem tenha cometido o crime com requintes de crueldade e esteja mantendo o corpo da vítima no local. Às 9h desta quarta-feira (3), após mais de 13 horas de negociação, ele ainda não havia se rendido e afirmava aos polícia que iria se matar.



De acordo com a PM, o corpo da vítima foi visualizado na cama, em um quarto e possui diversas marcas de facadas.

A ocorrência começou por volta das 18h de terça. Um negociador especializado, do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), está no local realizando o contato com o homem.

Segundo a PM, a vítima é Lucimara Stasiak, de 29 anos. Advogada, ela era natural de Florianópolis e estava desaparecida desde quinta. Uma familiar dela, às 8h, já havia sido informada pela polícia.

Segundo o comandante da Polícia Militar de Balneário Camboriú, coronel Alexandre Coelho Vieira, o odor chama a atenção no local. Vizinhos informaram à polícia que o casal teve uma briga na quinta-feira (28) e, desde então, a mulher não foi vista. Na terça, a polícia foi chamada após o homem ser visto entrando no prédio com diversos pacotes de gelo.

A guarnição se dirigiu ao local e tocou a campainha, mas o morador não respondeu. Os agentes se dirigiram a um apartamento próximo e avistaram o homem. “Ele começou a conversar com a guarnição, alternando momentos de lucidez e loucura”, informou o coronel Vieira.

Depois que os policiais ameaçaram arrombar a porta, o homem admitiu ter matado a companheira e disse que estava armado e que iria se matar. Ele garantiu ainda que enfrentaria os policiais caso houvesse uma invasão no apartamento. Ainda assim, a polícia não tem certeza se ele está portando uma arma.

O assassino, o advogado Paulo Carvalho de Souza, de 43 anos, não tem passagens policiais mas tem histórico de problemas psicológicos. A suspeita é que ele tenha sofrido um surto psicótico. Às 9h desta quarta (3), ele permanecia sentado na mureta da sacada do apartamento, enquanto um policial do Bope, situado na sacada do andar superior, realizava a negociação.

A área foi isolada e conta com viaturas da polícia e do Corpo de Bombeiros. Moradores podem entrar e sair de suas casas, mas estão impedidos de permanecer na rua.

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