E agora Renan? PF faz buscas em empresa investigada pela CPI e acusada de pagar propina ao relator da CPI

A PF (Polícia Federal) cumpriu nesta 5ª feira, dia 30, mandados de busca e apreensão na empresa Global Gestão em Saúde, em operação que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e corrupção.

A empresa é alvo da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado e tem uma outra história envolvendo o relator da comissão, o senador Renan Calheiros

O dono da Global Gestão em Saúde, Francisco Emerson Maximiano, é também dono da Precisa Medicamentos, investigada na Comissão por irregularidades na negociação da vacina indiana Covaxin ao governo.

Francisco Emerson Maximiano prestou depoimento à CPI da Covid no dia 19 de agosto deste ano. Foram apontadas ligações entre ele e o líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Ele confirmou que o conhecia, mas negou que o deputado tenha atuado para facilitar a entrada da vacina indiana negociada pela Precisa no Brasil.

O MPF apura o envolvimento da Global Gestão em Saúde em supostas irregularidades na venda de remédios ao Ministério da Saúde, quando Ricardo Barros chefiava a pasta durante o governo de Michel Temer (2016-2018). As irregularidades envolvem a compra de remédios para doenças raras. Teriam sido feitos 3 pagamentos de cerca de R$ 20 milhões, mas os medicamentos nunca foram entregues.

Propina para Renan

A Polícia Federal investiga repasses milionários feitos pela Global Gestão em Saúde, cujo presidente é Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, a um suposto operador de propinas ligado ao senador Renan Calheiros (MDB-AL).

A apuração é um desdobramento do inquérito aberto em 2017 no STF (Supremo Tribunal Federal) que mira supostas propinas destinadas a Calheiros por contratos fraudulentos envolvendo o fundo de pensão dos Correios, o Postalis. O senador nega ter cometido qualquer irregularidade.

O esquema levou ao pagamento de propinas de 2011 a 2015, pagas a Romano por meio de contratos fictícios firmados entre seu escritório de advocacia e outras duas empresas com a Global Gestão em Saúde. Os repasses começaram em R$ 50.000 mensais e chegaram a R$ 200 mil por mês, segundo o delator. Francisco Maximiano, dono da Precisa, aparece na Receita Federal como presidente da Global.

A relação entre os casos passou a ser investigada após a PF identificar que de 2011 a 2015, mesmo período do suposto esquema delatado por Romano, a Global transferiu R$ 9 milhões a duas empresas ligadas a Milton Lyra, apontado como suposto operador financeiro de Calheiros.

Esta autoridade policial considera que há indícios de que, direta ou indiretamente, Milton Lyra ainda se beneficiou de fraudes aos Correios/Postalis por meio do esquema revelado pelo colaborador Alexandre Correa de Oliveira Romano (…), que teriam ocorrido por meio da empresa Global Gestão em Saúde S.A, vinculada ao empresário Francisco Emerson Maximiano“, escreveu o delegado Wedson Lopes em despacho enviado ao STF.

Nesse particular, cabe registrar que os dados bancários decorrentes da Ação Cautelar nº 4275 demonstram que, entre os anos de 2011 a 2015, a empresa GLOBAL transferiu mais de R$ 9.000.000,00 para empresas ligadas a Milton Lyra, suposto operador financeiro do senador Renan Calheiros“, prosseguiu Lopes.

Confira matéria completa do site Poder 360, aqui. 


E agora Renan? PF faz buscas em empresa investigada pela CPI e acusada de pagar propina ao relator da CPI
Poucas e Boas – Por Gian Del Sent