Fechou o tempo no PDT de Santa Catarina. PDT Estadual dá xeque-mate em deputada.

A direção do PDT deu 24 horas para a deputada Paulinha da Silva renunciar ao cargo de líder da bancada do governo Carlos Moisés (PSL) na assembleia legislativa. Se não renunciar, ela pode até ser expulsa do partido.

Na sexta-feira passada, o governador usou as redes sociais pra anunciar que Paulinha iria substituir o deputado Mauricio Eskudlark (PR) – atual líder do governo Moisés. O governador tinha oferecido o posto à bancada do PMDB, que teria recusado a empreitada.
Nesta terça-feira, após a reunião da executiva estadual do PDT, o partido emitiu nota informando que deu o prazo de 24 horas para Paulinha renunciar à função de líder de governo na câmara.

Se ela contrariar a orientação do partido, perderá imediatamente os direitos partidários e será instaurado um “exame de conduta, por infidelidade partidária”.

“NOTA OFICIAL

Reunida nesta tarde a Direção Executiva ratifica que o Partido Democrático Trabalhista é oposição ao Governo Carlos Moisés(PSL), e dará o​prazo de 24h​para a Deputada Ana Paula da Silva manifestar publicamente a renúncia à função de Líder do Governo Moisés na Assembléia Legislativa, a continuidade na posição incide em perda imediata dos direitos partidários e a instauração de Exame de Conduta, por infidelidade partidária.

DIREÇÃO EXECUTIVA DO PDT DE SANTA CATARINA.”

Paulinha rebate 

Em nota divulgada na noite desta terça, a deputada se posicionou sobre a exigência da Executiva Estadual do PDT. Paulinha faz uma série de considerações, condena a decisão do partido e diz que vai até o fim na decisão de assumir a liderança.

Confira

Recebo a nota do PDT com ameaças à primeira mulher de Santa Catarina a desempenhar a função de líder do Governo na Assembleia com o coração aberto. Entendo que se trata de uma briga de egos, exaltados justamente por não haver negociação de cargos, lubrificante que tem facilitado acordos políticos desde muito em nosso Estado.

Percebo, de forma dura e crua, o encontro da velha política com a nova política. Nenhum cargo, favorecimento ou favor pedi para assumir o papel de estimular o diálogo do Governo com o Parlamento e a sociedade. Quando sonhávamos com a nova política, era nesses moldes. Meu partido, meu único partido na vida, no qual milito há 28 anos, apegado ao modelo velho, redistribuiu cadeiras na direção partidária para obter a maioria que ora ameaça esta parlamentar. É o retrato da velha política.

Aos amigos que me conhecem, garanto: não descumpri nenhuma norma, diretriz ou orientação partidária, simplesmente porque elas não existiam previamente. Passaram a existir ante a falta de oferendas. Cabe uma reflexão política, do cenário que nos encontramos. O PDT se diz oposição ao governo Moisés, que hoje defende conosco pautas progressistas. Em 2018, o partido teve candidato a presidente e teria candidato ao governo de Santa Catarina. Eu me dispunha. Mas o partido, este mesmo que agora sente falta dos afagos da velha política, optou por abrir mão de uma candidatura majoritária para apoiar o então deputado Gelson Merísio.

O mesmo deputado-candidato que viria a apoiar o candidato à presidência pelo PSL. Nisso, meus dirigentes não viram problema. Trago o coração leve, a certeza da retidão de meus atos e mantenho viva a mesma força que me trouxe até aqui, sempre lutando por aquilo que acredito. Digo todo os dias: entre o certo e o conveniente, fico com o certo. Lutarei até o fim, não pelo meu lugar no partido, mas contra as práticas do atraso, da intolerância e do oportunismo.

Santa Catarina em primeiro lugar, sempre! “Nos últimos dias de sua vida, Brizola me dizia que os partidos políticos tinham perdido a capacidade de representar o povo brasileiro”. Ele tinha razão!

Deputada Paulinha
Presidente do PDT Florianópolis
Presidente do PDT Bombinhas
Vice-presidente Estadual
Membro do Diretório Nacional
Deputada Estadual

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