PF investiga ligação de grupo preso em SC com ataque hacker

A Polícia Federal investiga a ligação entre um grupo preso na manhã desta terça-feira em Santa Catarina com a onda de ataques hackers sofridos por autoridades da Lava Jato semanas antes do vazamento de mensagens do aplicativo Telegram para o site The Intercept.

A Operação Chabu mira suspeitos de violarem o sigilo de investigações em andamento sobre organizações criminosas. O caso já vinha sendo tocado pela corporação bem antes de ocorrerem os ataques hackers. Mas, nos últimos dias, investigadores enxergaram a possibilidade de haver conexão com as invasões aos celulares de autoridades. Uma fonte ligada à cúpula da PF confirmou a Crusoé que está em apuração a possibilidade de ligação do grupo com os ataques.

Entre os presos na ação está o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, do MDB.

Autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, e cumpre 23 mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária, a operação se baseou em uma investigação que encontrou indícios do vazamento de informações sigilosas de ações da PF que ainda seriam realizadas. Também foi descoberto o contrabando de equipamentos de contra-inteligência para montar utilizados na construção de “salas seguras”, ambientes à prova de vigilância. Segundo a PF, no grupo investigado há um “núcleo político”.

A Chabu é um desdobramento de outra operação da PF, a Eclipse, que em 2018 descobriu uma rede de políticos, empresários e servidores da Polícia Rodoviária Federal que atuavam para atrapalhar investigações em andamento com o objetivo de proteger políticos. Todos os alvos da PF na ação de hoje são suspeitos de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa e obstrução de investigação de organização criminosa.

 

Por Crusoé

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