Bomba na FECAM: Aditivos em contratos, cargos do governo do Estado e processo administrativo

A farra na Federação Catarinense de Municípios, FECAM, continua a todo vapor. Mais umas “bombas” brotaram por esses dias e a situação vai ficando cada vez mais complicada para o presidente e futuro candidato a deputado, Clenilton Pereira, de Araquari.

Após a polêmica envolvendo a negociação de vacina russa com empresa suspeita, que virou notícia na mídia estadual e intervenção do TCE, mais algumas barbaridades brotaram  envolvendo os grandões da FECAM.

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Aditivo

O contrato de uma “consultoria em saúde” da FECAM, com a empresa de Jailson Lima da Silva, teve um aditivo no início de março, mas só foi publicado no site da entidade no dia 1° de abril. O contrato com a empresa “Saúde Super Tec”, que era de 8 mil reais mensais, passou a custar 12 mil reais, trabalhando 48 horas por mês. 250 reais a hora trabalhada, em dias úteis, 2 horas por dia. Está bom ou quer mais?

Jailson é “o cara” na negociação das vacinas russas e também foi o responsável pela suposta negociação com o Butantan no final do ano passado. A negociação da Coronavac não deu em nada, e é bem provável que a Sputnik vá no mesmo caminho.

Médico que não trabalha

Além desse aditivo, sem nenhuma explicação plausível, outra bomba está estremecendo ao “alto clã” da FECAM. O consultor Jailson Lima é médico efetivo na prefeitura de Rio do Sul, e deveria cumprir 20 horas semanais na rede municipal de saúde daquela cidade.

A prefeitura de Rio do Sul publicou hoje a abertura de um processo administrativo contra o servidor Jailson Lima, por simplesmente NÃO IR TRABALHAR.

Dentro dos artigos que o médico teria infringido, se destaca o inciso I do art. 171, que diz:

Os incisos II, III e IX do art. 170, diz:

Jailson pode ser enquadrado na lei municipal como “abandono de cargo”. O médico, consultor, negociador e amigo do presidente da FECAM, vai ter que se explicar e arrumar uma boa desculpa para o caso.

CARGO NO ESTADO

Outro “colega” contratado por Clenilton para desempenhar a função de assessoria de imprensa foi José Augusto Gayoso Neto. A empresa do cara foi contratada para fazer assessoria, sem limite de horário, pelo valor de R$ 7500,00 mensais. O serviço é feito pelo próprio José.

No último dia 05, esse contrato teve uma alteração, passando para 10 horas semanais com uma remuneração de R$ 2.000,00 mensais.

Até ai tudo bem, se não fosse pelo fato de Gayoso ter sido nomeado no estado no dia seguinte, no Governo do Estado, como coordenador executivo de imprensa. 

Nem que seja 2 “mirréizinhos” por mês, o importante é estar engatado com os colegas.

Qual seria a explicação para isso?
Será que é tão importante assim esse serviço para a entidade, a ponto de baixa o contrato e os valores, para manter ele vigente e ter o “colega” por perto? Ou seria uma maneira do presidente da FECAM ter informações privilegiadas dentro do governo? Será que o TCE pensa o que sobre isso?

Ficam as perguntas.


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Poucas e boas – Por Gian Del Sent